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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 6

Naquele dia, coloquei Cecilia pra dormir, junto com Leila, que não desgrudava dela. Ela sorria devagar quando colocou Cecilia no berço sobre minha admiração da cena. Ela sorriu pra mim e depois saímos do quarto de Ceci. 
- Bom, deve estar cansada não? Foi um dia agitada, precisa descansar. - Comentei. 
- É, preciso, minha cabeça logo começa dar pane... Vou só me despedir dos seus pais. 
Nossos amigos já tinham ido embora, só restava meus pais e Bruna. Descemos as escadas e encontramos eles rindo de alguma foto. 
- Ela dormiu? - Bruna perguntou. 
- Como á meses não dormia. - Sorri. 
- Ela sente a presença da mãe. - Bruna sorriu. 
- Bruna... - Leila chamou. - Dirigiu - até minha irmã e pegou em sua mão. - Obrigado por ter cuida-do dela e ajuda-do o Luan esse tempo todo. 
- Foi um prazer Lela, não se preocupe com isso. 
- Obrigado aos senhores também. - Disse aos pais do Luan. 
- Eu só vou ajudar ela com as coisas no quarto e levo vocês ta bem? - Eles estavam sem carro.
- Tudo bem meu filho. - Meu pai disse. 
Ela deu boa noite pra eles e subi com ela. 
- Você vai ficar no quarto nosso tudo bem? 
- Tudo. - Abri a porta e entramos. 
Ela ficou olhando tudo devagar.
- Você tem muito bom gosto, a sua casa é linda. 
- Nossa casa Lela, e foi você que escolheu cada detalhe dela, o bom gosto é seu. - Sorri pra ela. - Eu vou levar meus pais, nessa porta fica o banheiro. Acho que vai querer tomar um banho. - Sorri. - Vou fechar a varanda ta? - Fechei a porta da varanda e depois me dirigi ao closet. Ela me acompanhou. - Suas roupas ficam do lado direito, e seus pijamas, aqui. - Abri a gaveta pra ela. - Suas calcinhas aqui. - Abri outra gaveta. - Mas acho que você se vira com isso né?
- Pode deixar, obrigado Luan. 
- Você está bem mais magra, acho que suas roupas não vão servir completamente, mas você vai engordar com pouco agora que está bem, ou então Bruna te ajuda com umas compras ta bem? 
- Fica tranquilo, obrigado. 
- Não tem por que agradecer, ah, e as toalhas ficam aqui. - Mostrei no alto pra ela. Mas peguei. - Toma, você não alcança. Vou levar meus pais, vai ficar bem? 
- Vou, vou sim.
- Eu volto logo. - Dei um beijo em sua testa e sai. 
Desci as escadas e encontrei meus pais. Joguei a chave do carro pra ele.
- Vai dirigindo. - Sorri. 

No carro eu e Bruna riamos alto.
- É tão bom te ver feliz. - Disse minha mãe pegando minha mão do banco da frente. 
- Eu to muito feliz mãe. 
- E ela?
- Vai se adaptar. 
- Filho, não força a barra com ela. Deixa ela se acostumar com a ideia de que tem um marido. - Meu pai disse. 
- Nunca pai, só dela ter voltado pra casa, estou feliz.
Logo chegamos e eu tratei de voltar logo. Fechei a casa e depois subi. Estava tudo escuro. Acendi as luzes da sala e dei um organizada ali. Passei pra ver Cecilia e depois fui tomar um banho no quarto. Lela dormia. Quando sai, me troquei e me aproximei. Ela estava de pijama, sem coberta. Cobri ela e fui sai do quarto pegando meu travesseiro quando escutei sua voz. 
- Luan? 
- Oi Lela, te acordei? Me desculpa, só vim tomar um banho. 
- Luan... 
- Oi. - Me aproximei e passei a mão na sua bochecha devagar. 
- Fica aqui comigo?
Olhei surpreso com o pedido e sorri em seguida. 
- Não meu amor, vou pro quarto de hospedes ta bem? 
- Por que? 
- Lela, eu não quero que se sinta desconfortável. 
- Eu quero que você fique aqui. 
Sorri com sua frase.
- Então eu fico.
Dei a volta me deitei ao seu lado, ela me olhava sorrindo. 
- Boa noite. 
- Boa noite princesa. 
Me aproximei e a acolhi em meus braços, beijei sua testa e depois soltei, indo pro meu canto, mas ficando virado pra ela. Ela virou de costas pra mim, mas em seguida se aproximou e a aconchegou em mim. Finalizei, colocando o braço sobre sua cintura. Nada mais foi dito, não precisava. Nessa noite, tive os mais belos sonhos e á meses não dormia tão bem. 

Acordei no meio da noite com um soluço baixo. Olhei o relógio do lado da cama, era 03:27. Sentei e olhei Leila. 
- O que houve? Leila? 
Ela virou pra mim, chorava baixinho, mas muito. Levantou rápido e me abraçou forte, apertado. 
- Luan...
- Acalma, por favor, e me diz o que houve. 
- Luan... 
- Fala meu amor. 
- Eu lembrei de tudo. Eu sei de tudo. - Ela pegou meu rosto e aperto com as mãos. Eu fiquei sem reação. - Eu te amo, melhor, eu te vivo. 
- Ai meu Deus, eu to sonhando. Vou voltar a dormir, acho que assim eu acordo. - Disse me desvencilhando das mãos delas e quase me deitando, mas ela me puxou.
- Eu sei como te contar a nossa historia, a historia daquela foto. Você me pediu em casamento no mesmo barco, em que nos conhecemos. E e aquela foto, aquele foto foi depois do sim, Luan, eu te amo. 
Chorava a cada palavra dela. 
- Eu te amo minha pequena, eu te vivo. 
Abracei ela forte, a assim acabou, o maior obstáculo e a maior desafio do nosso amor.

Amores, finalizo aqui o " Você está gravado em mim. " Espero que tenham gostado. Amanhã posto a sinopse do outro! Beijos ;*

sábado, 15 de dezembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 5

Ela virou a folha e tinha uma foto nossa com Cecilia.
- Quem é essa menina?
- Ela se chama Cecilia, lembra aquele dia, que disse que tinha que ver minha filha? Cecilia é nossa filha. Minha e sua. - Ela passava a mão pela foto e eu continuei, abraçando ela pelo lado. - Ela tem 8 meses, e sentiu muito a sua falta esse tempo todo.
Ela tem muito de mim quanto a personalidade. É boazinha, bem tranquila, centrada, mas ao mesmo tempo inquieta. Tiramos essa foto nas nossa viagem. Vocês foram comigo pros Estados Unidos, á trabalho. Estávamos em Miami, na praia, quando o Rober, que trabalha comigo, tirou essa foto nossa.
- Ela... É linda. - Disse chorando. - E lembra muito você.
- Mas todos acham que ela se parece com você. - Sorri. - Você quer vê-la? 
- Quero.
- Pedirei permissão pros médicos, pra trazer ela aqui. Se você não for pra casa logo.
- Eu perdi minha vida toda Luan? 
- Não, e sei que vai se lembrar... E se não se lembrar, construímos ela de novo.
Ela sorriu e sem graça virou a pagina.
- Olha essa, eu amo. 
- Quem são?
- Eu, você, gravida, está vendo? - Ela afirmou com a cabeça. - E minha equipe, do trabalho. Esse é o Rober, esse é o Gutão, essa a Dagmar, esses são meus pais, minha irmã, esse é meu segurança, esse é Fabbri, esse é o Juliano, o Pexe, a Daiane e a Marla.
- Você tem uma equipe grande.
- Eu tenho. - Sorri.
- No que trabalha?
- Eu sou cantor. 
- Cantor? 
- O cantor de maior popularidade no Brasil.
- Você? - Ela abriu a boca.
- Sim. - Ri. 
Continuamos vendo fotos e mais fotos por dias. A cada segundo que podia, passava ali com ela. Tinha pedido ao medico para liberarem para Cecilia vê-la, mas ele disse que logo ela voltaria pra casa, e esse dia chegou. Peguei ela no hospital e apoiei ela em mim até o carro. Algumas pessoas tiraram fotos, mas não liguei. Ela andava bem, mas preferi ajuda-la. Estava feliz, e minha família e seus pais nos esperavam com uma festinha.
- Está nervosa? - Coloquei a mão sobre sua perna durante o trajeto.
- Na verdade, como será minha vida agora?
- Leila, eu já te disse, nem se tiver que ir ao outro lado do mundo, você vai recuperar sua memória. Estou fazendo de tudo, mas o caminho é lento minha linda. Enquanto isso, você vai ficar bem comigo, vou cuidar de você, eu e a Ceci.
- Eu sei que vai.
- Você confia em mim?
- Confio, desde quando te vi naquele hospital.
Sorri e voltei a atenção pra pista. Logo chegamos em casa e fomos recebidos com muita festa. Mas quando vi que Leila procurava alguém, perguntei:
- Onde está Cecilia?
- Bruna vem descendo com ela Luan!
Leila sorriu e apertou firme minha mão.
- Não fique nervosa.
Ela sorriu e desviou o olhar pra escada. Bruna descia com Cecilia, que agora já tinha um ano. Ela caminhou até nós enquanto todos nos olhavam. Leila começou a chorar e apertei sua mão. Quando Bruna chegou bem perto, ela me soltou e pegou nossa filha, enquanto apoiei a mão em seu ombro.
- Ela... É linda.
Sorria olhando aquela cenas. Minhas duas princesas, agora estavam em casa, e eu estava quase completamente feliz.

Amores, desculpa viu? É que fiquei fora de casa, aconteceu umas coisas... Mas to aqui e o próximo conto vai ser massa. Amanhã eu posto a ultima parte desse. Um beijo e espero que gostem.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 4

Por muito tempo as coisas ficaram daquele jeito. Eu sofria em ter que deixa - la por um tempo para fazer shows, e ao mesmo tempo meu lado depressivo reclamava pela falta que ela me fazia. " Se você fosse importante na vida dela, ela se lembraria. ". Era isso que esse lado me dizia. Quando voltei pra vê - lá, lembrei de lhe levar um álbum com fotos da família. Me sentei perto dela e comecei a conversar, pra que aquilo fosse o mais natural possível, e depois mostrei o que tinha levado.
- Vai me dizer quem é?
- Vou te mostrar!
Sentei ao seu lado na cama e respirei bem fundo, abri a pagina na primeira foto. Era uma foto do nosso casamento. Ali tinha separado cada foto que significava algo importante na vida dela. Ela delicadamente pegou o álbum de minha mão e colocou sobre seu colo. Passava a mão sobre a foto, delicadamente. Olhei seu rosto, lagrimas escoriam. 
- Eu pareço estar tão feliz. 
- E está! Somos um casal muito feliz Leila. 
- Por que não me lembro?
- A vida é injusta. - Passei minhas mãos sobre seu rosto, secando as lagrimas. 
- Então somos casados? 
- Muito bem casados! Tive sorte. 
- Por que demorou tanto pra vir me ver? Você sumiu o fim de semana todo. Na verdade, te magoei, eu se fosse você não voltaria. 
- Ei, que isso! Eu vou voltar sempre, mesmo que me mande embora! Demorei por que viajei. Tenho um trabalho complicado. Mas vou te ajudar á ter sua memória de volta Leila. 
- Obrigado. - Ela sorriu verdadeiramente pra mim. 
- Vire a pagina, te contarei a historia de todas as fotos, menos dessa primeira. Fica como desafio, você que vai me conta - lá. 
Ela sorriu e virou. Tinha uma foto nossa antiga, abraçados, num barco. 
- Esse foi nosso primeiro encontro. Você apareceu de repente na minha vida, do nada. Sempre foi mais inteligente que eu. Estávamos na argentina, eu estava sozinho. Queria alugar um barco pra passear, com um piloto. Falava um espanhol bem ruim e você apareceu e me ajudou. Acabou indo passear comigo, depois de muita insistência. 
Ela me olhava curiosa.
- O piloto quem tirou essa foto. E ela está na sala da nossa casa. - Sorri. 

Amores, texto pequeno mas o que consegui pra hoje. Espero que gostem. Ele vai ajuda-la. Bom, semana apertada, desculpem. Beijos e posto depois de comentários...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 3


Sabe quando se sente mas nuvens? Eu me sentia assim indo ao hospital. Me ligaram e sai correndo, deixando Cecilia com minha mãe, meu pai foi comigo. Queria ver Leila logo, urgente. Abraça - la forte. Ao chegar no hospital entramos e logo achamos o medico, queria ir logo pro quarto dela, mas eu sabia que não era assim. Quando encontramos ele, ele não fez cara de surpresa. 
- Doutor, posso ver ela?
- Vamos com calma filho... - Meu pai colocou as mãos sobre meu ombro. 
- Não pai!
- Seu pai tem razão Luan... Vamos conversar antes.
Fomos pra sala dele e depois se sentamos. 
- Como ela está doutor? 
- Ela está bem. Bem confusa, é certo, mas bem. Não sei se vai ficar com alguma sequela, as primeiras horas são decisivas. Mas Luan, nós temos um problema. 
- O que houve?
- Olha, vamos ter que ter paciência. A Leila, não lembra de nada. Eu ainda não sei a dimensão disso, mas é possível que ela não se lembre das pessoas que conviviam com ela, por que pelo menos, o passado dela, está todo apagado na sua mente. 
Sentia cada palavra como um golpe, como minha menina não se lembrava de mim? Como era possível? 
- Não pode ser. - Chorei e meu pai apertou meus braços. - Não está acontecendo isso. Nem de Cecilia, e de... Mim? 
- Ela diz que não... Mas pode ser que quando veja você ela se lembre, com a maioria é assim.
- E se não se lembrar? 
- Temos todo o tempo do mundo não? 
- Não! A vida é curta, Cecilia vai crescer... Eu vou envelhecer! - Estava revoltado. - Não quero perder meu tempo mais... Quero minha mulher!
- Sinto muito Luan. Mas vai ter que ter paciência com Leila. 
Respirei fundo e soltei o ar pelo nariz. Sequei as lagrimas e disse:
- Eu terei. 
E então, pude ir vê- lá. Entrei no quarto devagar, Leila virava pro lado oposto. Me aproximei da cama e a minha vontade era ir cada vez mais rápido e pular em seu pescoço. Ela se virou e ao me fitar, seus olhos ficaram confusos. Comecei a chorar. 
- Você está bem? - Perguntou com naturalidade. 
- Não importa. Como você está? - Perguntei secando as lagrimas. 
- Quem é você? Por que não me lembro de nada? 
- Eu... - Comecei a chorar mais a cada palavra. - Vou cuidar de você. - Passei a mão sobre seus cabelos e sentei ao seu lado. 
- Por que? 
- Por que você é importante na minha vida, não está sozinha. Eu estive aqui o tempo todo com você, só você não lembra.
- Me desculpa. - Disse com um olhar culpado.
- Não fique assim, não tem culpa. Só saiba, que vou estar ao seu lado.
- O que você é meu?
- Eu? Sou... - Não sabia o que dizer. - Acho melhor te mostrar. Vou te trazer fotos amanhã, pode ser? 
- Temos fotos? 
- Temos muitas fotos. - Sorri. - Mas eu vou indo, deixei uma pequena linda em casa.
- Você tem filhos?
- Um menina, pequena. Mas amanhã te trago fotos. Eu podia dormir aqui com você, mas eu não posso deixar - la, e também não tenho permissão dos médicos. 
- Acha, que isso. Pode ir ver sua filha. - Ela sorriu. 
A verdade é que queria o mais rápido possível sair dali. Parar, e pensar e tudo. Aquilo cortava o meu coração como uma faca. Fui pra casa em silencio. Meu pai nada disse, respeitou meu tempo. Os pais de Leila não estavam na cidade, mas já tinham sido avisados e chegariam em breve. Quando cheguei em casa, me tranquei no quarto e lá chorei bastante. Mas tomei uma decisão, faria o que estivesse ao meu alcance, mas ela recuperaria todo seu passado. 

Oi amores, não me matem ta bem? haha Desculpa a demora, minha semana foi muito agitada. Beijos e amo vocês. Posto depois de 6 comentários. Ah, tenho um blog agora, olhem e me falem se gostaram http://www.bloguetiando.com/ ><

sábado, 24 de novembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 2

Depois que me acalmei, as coisas foram fazendo mais sentido. A mãe de Leila, estava no hospital e o pai ali. Cumprimentei ele, estava preocupado, abalado, mas inteiro. Enquanto eu despedaçava. Sentado no sofá, depois de explicar onde passei a tarde, lembrei de minha filha.
- Onde está Cecilia?
- Aqui. - Bruna apareceu com ela ao colo.
- Me dá ela?
Ela veio até mim e eu peguei.
- Ow minha gorda, vem com o pai vem.
Todos pararam e ficaram me olhando pegar Cecilia. Ela estava grandinha já. Tinha olhos grandes e azuis acinzentados da mãe, assim como a pele branca feito neve. Os traços do nariz, boca e bochechas se pareciam com os meus quando era criança. A cor do cabelo era mista. Um castanho médio, mas parecido com os meus cabelos quase negros do que com os cabelos loiros médios, quase mel de Leila. Mas ela tinha muito de mim quanto a personalidade. Era boazinha, bem tranquila, centrada, mas ao mesmo tempo inquieta. Cecilia era minha eterna pequena.


Peguei ela no colo e depois subi as escadas, dizendo que ia pro meu quarto. Coloquei Cecilia na cama e depois fechei as janelas pro quarto ficar escuro.
- Fica aqui filha, vou tomar um banho. Deixei ela na cama e tomei um banho rápido demais, de medo dela cair da cama. Fui pro quarto e ela ainda estava deitadinha no mesmo lugar.
- Mas essa minha menina é linda demais né princesa?
Me troquei e depois deitei com ela. Coloquei ela sentada em mim, olhando em minha direção. Comecei a brincar com ela, e Cecilia ria toda boba. A risada dela por alguns instante me fazia esquecer de tudo, e sorrir junto. Bateram na porta.
- Entra!
Minha mãe colocou a cabeça pra dentro.
- Mas que risada mais gostosa dessa minha pequena! - Cecilia riu e rimos com ela.
Ela ficou com vergonha e deitou sobre meu corpo, escondendo o rosto com as mãos.
- Ficou com vergonha filha?
- Que linda! Filho, quero que venha comer algo.
- Vou dar papa pra Ceci né filha?
- Quero que você coma. Está o dia todo sem se alimentar.
- Tudo bem, vou dar pra ela e como, está bem?
- Sim. - Ela sorriu pra mim. - Venha logo, tem que colocar Cecilia pra dormir, já é tarde Luan.
- Estou indo.
Minha mãe saiu e Cecilia levantou o rosto.
- Menina envergonhada viu? Vovó ta brava comigo já, por que ta na hora de princesinha dormir! Essa noite, vai ser difícil pra você dormir não vai pequena? Mamãe que te põe na cama.
Deitei ela ao meu lado.
- Mas papai vai cuidar de você. Quer dormir com o papai hoje? Hoje você vai ficar aqui comigo amor! A mamãe vai voltar logo viu? Eu prometo.
Deixei uma lagrima escapar, mas logo limpei.
- Vamos lá Ceci, se não a vó vem puxar a orelha do papai.
Peguei ela no colo e desci. Cuidei com muita dedicação de Ceci por dois meses. Voltava pra casa toda noite e ia ver Leila. Ela evoluía pouco a pouco, e depois de dois meses, minha menina acordou. 

Amoooores, postando, desculpa a demora, fiquei doente essa semana e não consegui escrever. Espero que gostem, beijoooos ;* Posto depois de 3 comentários...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Você está gravado em mim. - Parte 1


- Luan, espera, calma! Vamos conversar! - Corria rápido pelo corredor dos hospitais de Campo Grande.
Ouvi mais uns gritos de meu pai, mas não atendi. Me sentia perdido, sem chão. Fui então até o estacionamento e dois ou três repórter vieram em minha direção. Me desviei enquanto falavam comigo e tiravam fotos. Chorando, segui em direção ao carro e vi novamente meu pai, passando entre os repórteres. Entrei no carro antes que ele pudesse me alcançar sai cantando pneus. Dirigi sem direção por horas, enquanto chorava. Por que comigo Deus? Meu celular tocava toda hora, até perder a paciência e desliga-lo. Parei no acostamento de uma estradinha. Já tinha até saído da cidade. Olhei ao longe, o sol se punha. Passei a mão pelo rosto, pelo cabelo e depois joguei a cabeça no volante ao lembrar que ela ama o por do sol. 

Flash Back on.

- Amor, vou indo. 
- Promete tomar cuidado anjo? - Disse tirando os olhos de um livro e virando pra Leila que engatinhava na cama até mim e lhe dei um beijo apaixonado. Ela se sentou próxima á mim e fiquei lhe fazendo carinhos.
- Lu, é aqui do lado. Vou só até Jaraguari levar sua tia ao medico.
- Não quer que eu vá com você?
- Não Lu, prefiro que fique com Cecilia. 
- Se é assim então... Mas me promete que liga quando chegar?
Meu tio estava viajando e Leila se ofereceu para levar minha tia ao medico. E eu, fiquei encarregado de cuidar de Cecilia, nossa filha de oito meses.
- Prometo meu amor. Estou indo. Já dei um beijo em Cecilia, ela está dormindo. Se não voltar até o meio dia, dê papinha pra ela, você sabe preparar não é? 
- Sei amor. 
- Então tchau. 
Ela se despediu de mim com um beijo e em seguida saiu pela porta. Já tinha dado 13:00, Cecilia estava alimentada e eu brincava com ela quando meu pai chegou em casa correndo. 
- Oi pai! - Disse levantando do tapete com Cecilia no colo. - O que foi? Ta tudo bem com a mãe? 
- Sim, com a mãe sim. 
- O que foi? Bruna? O que houve? 
- Filho, ligaram lá em casa. Nosso numero era a última ligação do celular da Leila, ela ligou pedindo o bairro da casa da sua tia, estava perdida. 
- O que houve com ela? - Fiquei nervoso e segurei Cecilia mais forte nos meus braços. 
- Ela sofreu um acidente quando entrava em Campo Grande. Está no hospital, temos que ir pra lá agora.

Flash Back of.

E agora, minha pequena, estava em coma. Não sabia, não tinha ideia do que faria. Ali, no meio do nada chorei por alguns minutos, até me lembrar de minha princesa. Ela precisava de mim. Foi então que vi que estava longe já, e daria um bom tempo até chegar até minha casa de ferias em Campo Grande. Voltei dirigindo, mais calmo e um pouco mais lúcido. Era era mais de 21:00 quando entrei no condomínio e dirigi até minha casa. Estacionei e limpei meu rosto, mas não pensei em disfarçar choro, era impossível. Abri a porta e no meus instante, Bruna pulou em mim me abraçando. 
- Ai meu Deus, onde você estava? Está tudo bem? - Ela passava a mão no meu rosto nervosa. - Não faz mais isso, a mãe quase morreu de preocupação. 
Abracei ela e a tranquilizei. 
- Calma, eu to bem. Desculpa, desculpa mesmo. 
- Te procuramos a tarde toda. 
- Eu sei, eu sei. Só precisei ficar sozinho. 
- Não faz mais isso Lu, não faz. Vem cá.
Me senti mal pelo alvoroço que havia causada, certamente, não havia só meus pais em casa atras de mim. Ela saiu me puxando e gritando minha mãe. Ela apareceu na porta da cozinha com Cecilia no colo e logo deu minha pequena pra Bruna e veio me abraçar. Enquanto ela me abraçava, desabei. Chorei feito criança enquanto pedia desculpas pela tarde de preocupação e dizia ter medo. Então vi que a família de Leila estava ali e Anderson. Via alguns ligando pra outros, e a frase que mais se ouvia:
- Ele apareceu, está aqui e está bem. Abalado, mais bem.

Amooores, postando. Me desculpem por não ter vindo ontem. Sai de tarde e voltei já era muito tarde. Beijooos e espero que gostem. Posto depois de 5 comentários...

domingo, 18 de novembro de 2012

Vem ai, " Você está gravado em mim. ".

Oi amoooores, venho aqui com mais uma sinopse! Mas pra começar  antes de tudo, pra não esquecer  quero agradecer a Jheny linda pela divulgação do conto anterior, quando não pude divulgar e tal, obrigado lindona. Hoje, pra recomeçar, volto com um drama! Eu amo dramas né? Acho que 90% desse blog vai ser drama, por que será né? To cheia de ideias de contos legais... Par escrever tem duas ideias da Jheny, tem umas minhas e tem uma, lembra que falaram que gostaram da minha comedia? Tive um ideia essa semana pra comedia, durante o banho, mas eu esqueci a ideia. Palmas pra mim. Vou lembrar e prometo uma comedia ai pros seis U.U e O que vocês querem mais? Qual gênero? Tem dois romances há vista ok? AAAAAAAAAA E TEM MAIS! Prometo pro seis um conto sobre minha fanfic mais conhecida, Fanfic Suspiro Santana 2! Vai ser top. Bom... Vamos ao conto da semana. Drama, hahahahaha, amo demais. 


Leila sai de sua casa em Campo Grande em direção a Jaraguari. Casada com Luan, ela pede que ele fique com a filha do casal, de oito meses. Mas ela sofre um acidente e fica em coma. Vivendo por um tempo com a incerteza de melhorias na saúde da esposa, Luan fica inconformado, do seu lado, aguardando a cada dia uma evolução. E em um dia, inesperadamente, ela acorda. Mas nada vai ser como antes, e cada dia, vai ser um provação para Luan.



Amoooores, gostaram? Muito pesado? Posto amanhã mesmo se tiver 3 comentários. Beijos e espero vocês. 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sobrenatural - Parte 5

O CONTOS CONTINUA... Desde que vocês continuem comigo, aqui nada muda, não somos feitos de um estado civil, e sim de amor e sonhos, topam continuar nessa comigo? 


Quando enfim peguei Aninha pra levar pra casa, preparei uma festa pra ela. Estava de folga, minha agenda estava todo organizada á tempo, pra mim pode ficar o máximo possível com ela. Era inicio de ano, sua matricula já estava feita na melhor escola de Londrina. Ela estudaria de manhã, eu mesmo á levaria. Na festa de boas vindas estavam todos amigos mais próximos, ela foi mimada, presenteada, e quando apresentei á ela seu novo quarto, ela ficou encantada. Tinha transformado um dos quartos de hospedes de casa num verdadeiro paraíso pra ela. Cercado de brinquedos que uma garotinha de 4 anos ia querer. Naquele dia, Ana dormiu na sala e eu á levei no colo. Era quinta feira, no dia seguinte teria show e meu coração ia doer em deixa - la. Dormi preocupado na adaptação dela em casa, via toda hora se ele dormia bem. Quando amanheceu, levantei um pouco tarde e fui pra cozinha, minha mãe tinha preparado a mesa, eram 10 horas já, Bruna tinha saído cedo. Cumprimentei minha mãe. 
- Vou ver Malu hoje, não fui essa semana ainda, ocupado com as coisas da audiência. Mas valeu a pena, é bom ter Aninha aqui.
- Você gosta dela não filho? 
- Mãe, não sei se fala de Malu ou Aninha, mas eu amo elas, as duas. 
- Eu sei filho. Ela dormiu bem? 
- Sim, não acordou nenhum momento. 
-Segunda vai estar aqui pra leva- la na escola?
- Sim, segunda pela madrugada estarei de volta. Iria voltar antes, não queria deixa-la aqui agora, mas não tem jeito. 
- Vou olhar ela, fica tranquilo. 
- Eu sei que vai. 
Dei café da manhã pra Ana quando ela levantou, depois sai, fui ver Malu. Ela estava na mesma, nenhuma mudança. Fiquei um tempo com ela e depois voltei pra casa e brinquei com Ana até ter que viajar. Ela, com carinho, me deu um beijo e pediu pra me cuidar. Disse que voltava logo, e ela sorriu, pedindo pra "cantar bonito". Tive essa rotina durante um ano, todos os dias, de segunda a sexta, acordava cedo e levava ela na escola, voltava, dormia... Duas vezes na semana, pela manhã, dormia menos e um pouco antes de buscar Ana, ia até o hospital ver Malu. Depois de pegar Ana, voltava, almoçávamos e ajudava ela com tarefinhas e depois ia cumprir alguns compromissos meus do trabalho, voltava antes de anoitecer, e brincava com ela ou passeávamos. Colocava ela pra dormir cedo. Se adaptei fácil á ela, e ela á mim. Era a princesa da família, da Família LS e da minha família. Quando fazia um ano que ela estava comigo, tive a surpresa de receber uma ligação maravilhosa, Malu havia acordado. Minha sensações foi maravilhosa. era domingo, não estava em Londrina. Esperei ansiosamente o show acabar, pra poder ir pra casa. No dia seguinte, logo cedo levei Ana na escola e fui até o hospital, conversei com o medico, ela estava um pouco confusa, não era pra preocupa-la. Antes de entrar, lembrei que apartir daquele momento, Aninha não estava mais sobre minha responsabilidade. Fiquei com um medo enorme de Malu me tirar ela, mas amava ela, e faria o que pudesse, pra ter Malu comigo cuidando de Ana. Quando abri a porta, ela estava imobilizada ainda. Fui me aproximando e sentia meu coração apertar. Ela estava com o pescoço pra frente, não podia me ver.
- Quem está ai? - Perguntou ela. 
Fechei os olhos ao ouvir aquela voz depois de tanto tempo, mesmo fraca, ela ainda era linda. Fui me aproximando. 
- Luan. - Peguei em sua mão e fiquei em seu campo de visão. - Como você está? 
- Luan! - Ela apertou minha mão e começou a molhar seus olhos. 
- Não chora. 
- Minha Ana Luan, como ela está? Cade minha Ana? - Dizia com um pouco de dificuldade.
- Se acalma por favor? Ana está bem, está comigo, foi pra escola. 
- Ela tem quantos anos? - O medico tinha me informado que ela estava bem confusa quanto a data atual. - Quanto eu perdi?
- Não perdeu nada! Ana tem a vida toda pela frente e você pode aproveitar cada segundo. Aninha tem hoje 5 anos, ela está morando comigo, está muito bem cuidada, pode confiar. E ela sente sua falta todos os dias...
- Mas você não tem tempo...
- Depois te explico tudo, pode ser? Mas minha agenda foi reformada, reorganizada de modo que Aninha entrasse nela. Não se preocupa com isso, em breve poderá ve-la. 
- Vem cá. - Apertou minha mão e me aproximei. 
- Obrigado, obrigado. Por cuidar dela Luan, obrigado. Eu preciso te dizer uma coisa. 
- Não precisa agradecer... Não fica se esforçando por favor, te quero bem. Depois a gente conversa, não precisa fala nada agora, teremos tempo. 
- Por favor... 
- Fala. 
- Obrigado por cuidar, da nossa filha. 
Fiquei olhando pra ela por um tempo e depois amoleci a força com a qual apertava sua mão. Soltei ela devagar, aquilo me atingiu de uma forma enorme. 
- Me desculpa, me desculpa. Eu ia te contar, mas você achava que eu tinha te traído, não teria acreditado, acharia que era o golpe da barriga e... Ela é sua filha. Eu nunca te trai, fui tudo um mal entendido. 
- Você devia ter me contado. - Disse ainda confuso e apertei meus olhos, molhados. 
- Eu fui expulsa de casa Luan. Quando você me deixou, pela traição e eu fiquei sabendo da gravidez, meus pais me expulsaram. Me deram um dinheiro e me mandaram sumir. Vivi um tempo lá em Campo Grande mesmo, uma amiga me ajudou, foi quando você me ajudou. Vim pra cá mais tarde, atras de você e... Eu sofri o acidente. 
Ao ouvir aquilo, estava bem confuso, mas de uma coisa tinha certeza, queria ela comigo pra sempre, com traição ou sem. Peguei novamente em sua mão e apertei. 
- Eu amo você Malu, por que não cuidamos de nossa filha juntos? 
Ela deu um sorrisinho lindo e por fim disse:
- Juntos.

Entrei em casa correndo, tinha atrasado pra pegar Ana, fiquei conversando com Malu e perdi hora, meu pai tinha pego ela. Entrei no quarto dela e ela desenhava. 
- Ana? 
- Oi! - Ela correu e me abraçou.
- Vim te contar uma coisa! 
- O que?
- Sabe a mamãe? Ela vai voltar...
Ela abriu um sorriso enorme com com euforia começou a questionar. Expliquei de uma forma que ela entendesse, e não assustasse. Expliquei ainda que levaria um tempo até ela voltar, que tinha que se recuperar e tal...
- Ai que felicidade papai! - Ela pulou no meu colo e parei ao ouvir a palavra que ela nunca tinha me dito. 
- Papai Aninha? - Lhe perguntei sorrindo. 
- Não pode? Desculpa tio...
- Me considera um pai? - Mal me cabia de felicidade. 
- Sim. - Ela abaixou a cabeça. 
- Ei filha, não fiquei bravo. Pelo contrario, amei. - Ela levantou a cabeça e sorriu. - Sabe, falei com sua mãe hoje, e eu tenho uma coisa pra te falar... Eu não sabia meu anjo, mas você é minha filha. 
- Papai?
- Sim filhinha. - Ela começou a chorar e me abraçou. - O que foi? 
- Eu agora tenho um pai. 
- Você sempre teve filha, só não sabíamos. 
Com calma explicaria tudo pra ela. 
- Agora vou embora com mamãe?
- Não filha, agora seremos uma família completa, eu, você e a mamãe. 

Terminou ;x Amei esse conto, de verdade. Posto a sinopse do outro amanhã se tiver 5 comentários ok? Beijos e amo vocês minhas princesas. Stay Strong! 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sobrenatural - Parte 4


Cheguei em casa e fui pro meu quarto, fiquei lá um tempo, pensando em tudo que estava acontecendo na minha vida. Tinha percebi que estava apaixonado pela minha ex que tinha me traído e além disso, estava morrendo. Aquilo era demais pra mim. No meio dos meus pensamentos, acabei adormecendo. 

Quando acordei já estava de noite. Abri os olhos e levantei devagar. Fui até o banheiro e lavei o rosto. Desci as escadas, estava com fome. Estava tudo escuro, só vi a luz da cozinha acesa. 
- Luan? - Ouvi a voz de Bruna.
- Sou eu. - Disse entrando. - To com fome. - Sentei na mesa com cara de sono. - Ta fazendo o que? 
Bruna estava cozinhando.
- Brigadeiro. Luan, o que ta acontecendo? 
- Com o que? - Não ia contar agora, só mais tarde.
- Ligaram do hospital de Jataizinho no seu celular Luan... 
- Por que atenderam meu celular Bruna?! - Disse nervoso. 
- Quem é essa moça?
- O que aconteceu com ela? 
- Ninguém entendeu muito... Mamãe e o pai foram pra lá...
- Vocês não deviam se meter nisso...
Comecei a gritar com Bruna ate cair em mim, parei e me aproxime, comecei a chorar. 
- Desculpa, me desculpa. Eu to nervoso e...
- A gente só quer te ajudar... 
- É complicado...
- Quer conversar? Luan, conta o que está acontecendo... Mamãe vai descobrir mesmo...
- Bruna, eu vou pro hospital... 
- Não, vem cá, vou fazer algo pra você comer...
- Não precisa, desculpa viu? To indo lá... - Beijei a testa de Bruna.
- Cuidado... 
- Fica tranquila. 
Abri a porta e meus pais entraram. Voltei pra trás. 
- O que aconteceu? O que houve com ela?
- Senta que a gente vai conversar... - Meu pai disse.
Meus olhos começaram a lacrimejar.
- Pode falar, ela morreu não foi? 
- Não, ela não morreu Luan, senta, vamos conversar... Temos que conversar...
Sentei no sofá e comecei a secar minhas lágrimas...
- Filho, fomos lá, ela está melhor. Ela não corre mais risco de morte hoje, mas ela não acordou. Mas quero saber o que está aconteceu. 
Ali mesmo, contei tudo, aliviado por saber que não estava mais perdendo ela. No final, acrescentei:
- Tomei uma decisão hoje, vou pegar a guarda provisória da Aninha.
Foi uma surpresa pra minha família  mas eles se orgulharam de mim. E no dia seguinte, fui atras de advogados pra pra dar entrada. Era complicado, com a mãe em coma, ela não estava pra adoção e eu lutei mais de um ano pra enfim, conseguir algo. Quando fazia 3 meses que estava lutando, consegui o direito de leva - la pra passear. E assim era toda semana, passava, pegava ela e passeávamos o dia todo. Levei ela pra conhecer minha família toda. Eles, que no começo ainda achavam loucura, me surpreenderam. Um dia, na véspera da audiência final, meu pai entrou em meu quarto, sentou na cama e disse:
- Luan, no começo, me orgulhei de você, achava loucura, mas depois que passei a ver você com essa menina, o carinho de vocês, eu entendi tudo. Você e ela são a coisa mais linda de ser ver, e apesar de você dizer que não quer ser visto como pai dela, você é um pai, age como um e tem um carinho tão grande com ela, um amor, que me comove, estou orgulhoso de você.
Naquele dia, ganhei o direito de criar Alice enquanto minha amada, não tinha condições de fazer o mesmo. 

Amooores, desculpa a demora pra postar sai de casa e onde fui não consegui uma net boa. To postando agora beleza? Tem mais um quarta, espero que estejam gostando... Posto depois de comentários... Beijoooos ;*

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Sobrenatural - Parte 3

- O que houve doutor?
- Ela teve uma recaída essa noite Luan, está respirando com aparelhos. Acho que ela não vai aguentar essa madrugada. Está frio e isso afeta muito pacientes na mesma situação, eu sinto muito.
Aquilo me atingiu como um baque, havia acostumado a ter ela e Ana na minha vida, não podia perder Malu, Ana sofreria e eu realmente passei a me importar muito com elas, com as duas.
- Não, como assim? - Senti lagrimas molharem meu rosto. - Não tem como fazer nada mais por ela? Qualquer coisa, não sei... Ela tem uma filha e...
- Sinto muito Luan... Vou deixar vocês sozinhos...
Ele saiu e eu me aproximei. Fiquei um tempo fitando a parede clara e depois senti lagrimas caírem. Pela primeira vez senti medo ao saber que podia perde - lá.
- Sabe Malu, devia sentir raiva de você. Eu te amava, te amava muito e você me traiu, me machucou, muito. Mas como a vida é irônica, como fruto dessa traição nasceu Ana, não é isso? Eu devia querer ela longe, mas pelo contrario, quero perto, eu amo Ana. E você... Devia me importar, sentir raiva, mas não é isso que sinto. Sinto vontade de ver você melhor, ver seu sorriso novamente... Cuidando de Ana, dando uma família pra ela... Eu não sei o que houve com você depois que a gente terminou, mas gostaria mesmo que acordasse e me contasse, á um ano desejo isso, desde que encontrei Ana, e se você se for, a origem dessa criança vai com você. Ela tem muito orgulho de você, e eu também... Pela mãe que você foi pra ela, e por ser a pessoa que mais amei um dia em minha vida. Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas vocês se tornaram muito importantes pra mim, as duas. Me sinto... Um pai pra Ana. É estranho falar assim, e não quero que ache que quero tomar o lugar do pai dela, não é isso, é só que... Ela ama tanto o pai sem nem ter conhecido... Fala com carinho dele, por que você falava pra ela, e quero que saiba que ela vai poder contar comigo pra sempre... E quero que saiba que ela te ama, muito. Eu eu também, e vejo isso, por que nunca senti tanto medo de perder alguém, como estou com medo hoje. Eu te amo Malu. - Lhe dei um beijo na bochecha e acariciei seu rosto, sai correndo de lá.
Dirigi por algum tempo, e chorei. Somente quando percebi que podia perde-la, acordei pra vida e fui perceber que a amava, e por ela, naquele momento tomei uma decisão. Iria adotar Aninha, pegar pra criar. Ela é filha de uma pessoa que amo e que está a beira da morte, uma criança, não podia lhe deixar desamparada, e não faria isso, de forma alguma.

Amoooores, desculpem. Eu viajei esse fim de semana, fui pro show do nego e tal, dai não pude postar. Postando hoje, capitulo pequeno, mas por que fiquei dia todo fora de casa. Espero que gostem e amanhã volto com o penúltimo. Beijoos e posto depois de 7 comentários...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sobrenatural - Parte 2

Acordei assustado. Fazia dois dias que tinha o mesmo sonho, Malu me chamando, pedindo socorro. Estava de folga em casa, fazia uns quinze dias que tinha estado no orfanato. Levantei, tomei banho e me arrumei. Desci, ainda era cedo.
- Bom dia meu filho, caiu da cama?
- Preciso ver umas coisas...
Tomei café e peguei a chave do carro, saindo. Segui estrada ate Jataizinho. Quando cheguei, fiz esforço pra lembrar o caminho até o orfanato, não podia pedir informação. Depois de meia hora rodando, finalmente encontrei. Coloquei um boné na cabeça e desci, tocando campainha. A mesma moça que havia me contado a historia da Ana veio atender. Ele arregalou o olho quando me viu.
- Luan Santana?
- Sim. Pode me chama de Luan só. - Ri.
- Entra! - Ela foi seguindo comigo o caminho ate lá dentro.
- Cade as crianças?
- Elas estão na escola!
- Então, na verdade, vim por outro motivo.
- Em que posso ajuda - lo?
Ela acendeu a luz da sala em que entramos, era tipo um escritório.
- Aquela menina, Ana, que dormiu no meu colo quando vim aqui, e você me contou sua historia.
- Ana Cecilia?
- Isso. Não sei se lembra, quando vim aqui e acabei falando que achava ela familiar.
- Claro.
- Eu preciso saber o que aconteceu com ela, por que eu conheço a mãe dela. Minha irmã comentou indo embora que ela se pareceu com uma pessoa que eu conheço, acabei olhando e vi que ela é filha dessa moça.
- Mas a mãe dela está no hospital.
- Por isso vim aqui. Você não sabe me dizer onde? Como posso encontra - la? Ela... Foi importante pra mim.
- Eu te dou o endereço, pode ser? - Disse pegando um papel e anotando.
- Claro, obrigado. E me fala da Ana, como ela está? Fala com vocês?
- Na verdade foi só aquele dia, com você que ela falou. Ela está ai, quer vê - la?
- Aqui?
- Ela é nossa criança mais nova, não vai pra escola ainda, está desenhando, no quarto.
- Posso ver ela?
- Claro, venha.
Seguimos até o quarto e Isabeli abriu a porta. Era um quarto de recreação, onde somente Ana pintava numa mesa.
- Eu vou pra lá, qualquer coisa é só chamar.
- Obrigado.
Me aproximei devagar e ela saiu. Cheguei perto, do lado e ajoelhei, ela me olhou, com doçura.
- Oi Ana.
- Oi.
- Me deixa ver seu desenho?
- Claro.
Ela estendeu a folha e eu olhei, era algo sem muito sentido, rabiscado, porem, muito bem feito pra idade. Sorri.
- Que lindo Ana, me explica ele? O tio Luan é lerdinho.
- Aqui é minha mãe, e eu. Ela está cantando.
- Cantando?
- Sim.
- O que ela está cantando?
- Sua musica.
Fiquei lhe olhando alguns segundos, aquele menina me tirava a ação, como pode um ser tão pequeno e doce não ter a família ao lado? Me questionava o que havia acontecido com elas.
- Como se chama sua mãe?
- Maria Luisa, mas eu chamo ela de mamãe! - Ri baixo.
- Claro! E seu pai pequena?
- Eu não sei quem é.
- Por que você só fala comigo? Tio Isabeli gosta muito de você.
- Mas ela é uma estranha, mamãe mandou não conversar com estranhos.
- Eu não sou estranho?
- Mamãe gosta de você.
- Sente muita falta dela não é?
Ela balançou a cabeça afirmando.
- Quer tirar uma foto com o tio?
- Eu quero tio Luan!
- Então vem cá!
Peguei meu celular e ela levantou da cadeirinha, continuei abaixado e tirei uma foto nossa. Fiquei durante um bom tempo ali com ela, cantei sua musica, dançamos e brincamos. Ela de alguma forma me fazia bem. Fui embora prometendo que voltava e as outras crianças ainda não haviam voltado. Lembrava cada segundo da visita no caminho de volta, sorrindo. Aninha me trazia uma paz interior enorme, mas ao mesmo tempo sua historia me perturbava. Ao sair da cidade dei de cara com um hospital, devia ser ali que Malu estava. Tirei o papel do bolso e olhei o endereço, que bateu. Entrei no estacionamento. Novamente coloquei o boné e entrei no hospital, pedindo informações sobre visitas. A moça da recepção me deu um crachá quando informei o nome inteiro de Malu e me mandou seguir um corredor até o quarto 222. Abri a porta e entrei de mansinho. Malu estava deitada, imóvel, parecia dormir. Sua aparência estava horrível, estava magra demais e pálida, mas tinha aquele mesmo rosto delicado. Fazia tanto tempo que não via ela. Cheguei perto e passei a mão sobre seu rosto.
- Sabe Malu, eu vi sua menina hoje. Ana está linda e eu gostei muito dela. Você esta de parabéns pela criação dela. E sobre você... Eu sinto muito. Deve ser muito ruim não é? Ficar assim, longe da filha... Eu não sei, não tenho filhos... - Ri. - Mas Ana está bem, ela é muito bem cuidada onde esta e você vai sair dessa. Fico me perguntando do seus pais, você era tão mimada por eles... Onde estão? Ah, você não pode responder... E o pai da Ana? Ela é só uma criança, sabe? O que houve com vocês em?
Ouvi batidas na porta e parei, um medico entrou.
- Ah, oi. Eu to de saída, eu nem sei o que deu em mim de falar com ela e...
- Isso faz bem...
- Como?
- Conversar com ela... Vim aqui por que me falaram que ela estava com visitas, ninguém nunca vem então... Sou o doutor Marcos, cuido da Maria Luisa desde o acidente.
- Ah, oi, prazer, Luan.
- Eu sei quem é. - Ele riu simpático.
- Claro, é que eu tenho mania de me apresentar!
- Você conhece ela á muito tempo? Talvez possa me dar informações sobre seus pais, sua família...
- Ela foi minha namorada, á mais de três anos. Eu não sei de nada sabe? Fui num orfanato visitar com minha irmã, e encontrei a filha dela. Tinha visto a menina uma vez somente, faz uns dois anos, e depois por foto, reconheci e busquei saber por que estava lá, hoje consegui o endereço daqui e vim ver Malu. A família dela... Eu não sei, posso tentar ver se consigo localizar lá em Campo Grande, mas é muito estranho, ela era do tipo, filhinha de mamãe... Mas espero que ela fique bem, fico pensando em sua filha.
- Só o tempo pode dizer Luan, ela pode acordar agora, ou nunca mais.
- Isso... - Não encontrei palavras. A tristeza me consumiu.
- Eu sei, é difícil falar algo.
- Eu gostei muito da menina dela, sempre que consegui vou dar uma passada lá, e vou vir aqui também...
- Acho que vai fazer bem, quem sabe não ajuda na recuperação, alguém por perto...
- Se Deus quiser. Vou deixar meu telefone ai, quero que me avisem caso algo aconteça com ela.
O medico se despediu e fiquei ali ainda um tempo. Quando vi que já passava do meio da tarde, fui embora. Depois daquele dia, fui viajar. Porem, algo me puxava aquele orfanato em Jataizinho. Quando voltava pra casa, toda semana, meu segundo dia de folga, pela manhã passava lá. Ninguém sabia onde eu ia. Nem as outras crianças me viam. Passava quase três horas da manha com Ana e depois ia ver Malu no hospital. Nenhum sinal de melhora. Ana evoluía, e alem de conversar comigo, passou a falar com Isabeli. Apesar de querer fazer muitas coisas com ela, eu não podia sair de dentro do orfanato. Levava meu violão e cantava pra Ana minhas mais recentes composições que preparava pra um novo álbum. Ela, apesar de pequena, sorria e dizia o que achava com sua pureza de criança, como quando ouviu "Momento certo" e reclamou por ser triste demais. Com paciência, lhe expliquei que nem tudo era felicidade de uma forma que não lhe assustasse e ela acabou amando a musica por fim. Ana era esperta, criativa e feliz, apesar de tudo. Cada dia descobria algo novo com ela. Um dia levei pra lá tintas para rosto e fiz um coração numa bochecha e uma flor na outra. Ela acabou por querer pintar meu rosto e fez nele uns rabiscos. Tiramos fotos e arrastamos Isabeli pra pinta - lá. Em outro dia, comprei uma fantasia de palhaço, e cheguei lá vestido, levando uma pra ela também. Era a forma que encontrava de fazer algo divertido sem sair dali. E aos pouco me apaguei á ela, e quando saia de lá, ia até o hospital e contava nossas aventuras á Malu. E isso me fazia bem, muito bem. Com 21 anos, acabava perdendo minha espontaneidade de criança, deixando algumas vezes de ser brincalhão. Depois de Ana, tudo voltou á ser como na infância, tinha de volta, pelo menos boa parte da alegria e brincadeiras de criança. Mas meus sumiços uma vez na semana chamaram atenção dos meus pais, e quando questionada, não falava. O que acontecia no orfanato, era tão puro que tinha medo de que, se saísse pelas portas de lá, fosse afetado. Porem num dia de inverno, uma noticia me fez tomar outro rumo nessa questão. Ao chegar no hospital, encontrei doutor Marcos no quarto. Havia ao lado de Malu outro aparelho.

Amooooooores, postando. Esse conto é meio comprido, vai ter mais algumas partes, duas eu acho. Bom, está ai. Beijoooos e posto depois de 6 comentários... Tem gente perguntando se ela é filha do Luan, á historia é de vocês, vocês que mandam, falem ai o que querem...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sobrenatural - Parte 1



Acordei com leves puxões na coberta.
- Luan... - Bruna me chamava.
- Que foi Bruna? - Disse só me virando pro outro lado.
- Você prometeu que ia comigo lá hoje, no orfanato de Jataizinho, lembra?
- Ah Bru, pede pro pai te levar vai...
- Luan, pai e a mãe saíram pra Campão hoje, madrugando.
Ele tinha que fazer um trabalho pra escola e pra isso devia visitar um orfanato. Havia escolhido um fora da cidade, pequeno, em Jataizinho, á 30 minutos dali.
- To levantando.
Levantei, tomei banho e desci. Tomamos café e depois saímos pra lá. O caminho foi tranquilo, fomos conversando e ouvindo umas modas. Mas antes de entrar naquele orfanato, quando parei na porta, mal sabia que aquilo mudaria minha vida. Entramos tímidos e fomos recebidos bem, Bruna havia avisado que íamos e as crianças eram bem educadas. Tinha levado meu violão e fiz uma roda, sentando com elas e cantei. Estava bem a vontade, elas eram calmas e me tratavam normalmente. Eu não conseguia imaginar o que fazia uma mãe abandonar um filho daquela forma. Não só uma mãe, mas o pai também. Tinha somente 21 anos, mas mesmo assim tinha boa cabeça e nunca abandonaria uma criança qualquer, quem dirá um filho. No meio de uma musica, antiguinha, que tinha feito para uma namorada, de quando comecei a explodir, senti uma mão pousar sobre meu ombro. Parei de tocar e me virei. Era uma menina, devia ter seus 3 anos, ela me tinha um olhar triste. Todos pararam e ficaram nos olhando. Ela me abraçou forte, e não sei dizer o motivo, mas me emocionei. Ela tinha os cabelos cor de mel e olhos azuis. Sua pele era bem clara, tal como a neve. E um abraço puro, doce. Coloquei ela sobre meu colo e comecei a conversar.
- Qual seu nome minha linda?
- Ana Cecilia.
- É um nome muito bonito. Como te chamam?
- Ana.
- Então vou te chamar de Ana. Quer ouvir uma musica Ana?
- Canta essa musica que você estava cantando?
- Escolhe outra meu anjo, acabei de cantar essa. Mas se quiser eu canto. - Acariciei seu cabelo enrolado, com cacho perfeitos.
- Minha mãe cantava pra mim.
Uma tristeza muito grande me invadiu. Um ser tão pequeno, sozinho no mundo. Ela sentia falta da mãe e minha musica lembrava ela. As outras crianças levantaram dali e foram chamadas pro Bruna pra não sei fazer o que, estava concentrado naquele olhar triste.
- Eu canto pra você Ana. Ficou somente eu ali com ela, sentado na cadeira, cantando bem baixinho e ela no meu colo. Fechava os olhos devagar e quando terminei de cantar, reparei que dormia feito um anjo. Tirei seu cabelo do olho e veio uma das voluntárias do orfanato, se chamava Isabeli.
- Me deixa pega - la! Vou coloca - la na cama.
- Não, deixa que ele mesmo levo ela. Somente me mostre onde é por favor?
Levantei com ela e Isabeli me levou até onde dormia Ana. Coloquei ela sobre a cama, puxando o cobertor e depois á cobri.
- Ela é linda, mas tem o olhar tão triste.
- Essa menina é um mistério pra nós, tem uma historia complicada. - Disse Isabeli fechando a porta quando saímos. - Ana não conversa Luan, ela é meio traumatizada eu acho. - Começou a me contar enquanto voltamos pro sala onde estávamos e ela me levava ao refeitório, que estava vazio, me contando a historia de Ana.
- Como assim não conversa?
- Não sei se reparou que ela não estava na roda. Ana não se mistura. Nunca trocou alguma palavra com nós que trabalhamos aqui e quando recebemos visitas, ela não aproveita.
- Mas ela...
- É a primeira vez que vemos algo do tipo vindo dela. Quando você cantou aquela musica, ela falou da mãe pela primeira vez.
- Como ela veio parar aqui? E por que uma criança tão li da esta aqui ainda? Não que as outras não sejam, mas ela... É o perfil mais procurado, não?
- Sim, mas o caso dela é diferente. Ela não foi abandonada, Ana esta aqui por causa de um acidente. Faz um ano. Ela estava chegando á cidade com a mãe quando foram atropeladas. A mãe a protegeu do impacto e um ônibus á acertou em cheio. Ana se machucou também, mas a mãe esta em coma ate hoje. Nada se sabe delas alem do nome e que vinham de Campo Grande.
- Mas a família?
- Nunca ninguém apareceu. Por isso Ana esta aqui. Ela não pode ser adotada.
- Eu tive á impressão de que á conheço.
- É impossível. Ninguém conhece.
- Devo ter me confundido.
- Com certeza.
Eu e Bruna ficamos ali mais algum tempo e fomos embora. Ana não me saia da cabeça e seu rosto familiar me intrigava.

- Luan, me responde por favor? - Bruna cutucou meu braço enquanto dirigia.
- Oi.
- Não me escutou? O que foi? Esta distraído.
- Mexeu comigo Bru, aquela menina de cabelos cor de mel.
- O que tem ela?
- Ela tem o rosto familiar, e sua historia... Ela não foi abandonada.
- Você também percebeu? Por que tipo, aquela menina me lembra Maria Luisa.
Tamanho meu susto freei o carro.
- LUAN! - Voltei a dirigir, mas rápido dessa vez.
- É isso Bru, a Malu, ela é filha da Malu.
- QUE? - Bru arregalou o olho.
- Não comentei com você e nem com o pai e a mãe, mas Maria Luisa teve uma filha. Encontrei ela uma vez, ela estava com a menina. Depois olhei na internet e vi a foto, é a mesma. Aninha é a filha da Malu.
Malu era minha ex namorada. Éramos muito apaixonados, logo no inicio da minha carreira. Malu era um ano mais nova que eu e ainda estudava quando terminei o colégio e segui pra fazer shows. No começo ainda levamos o namoro pra frente, mas chegou uma hora que não deu mais e tive que terminar quando fiquei sabendo que ela me traia. Eu a amava muito e doeu demais.
- Filha? Quantos anos aquela menina tem?
- Três anos. Deve ser filha dela com aquele cara com quem ela me traia.
Bruna não disse mais nada e fiquei pensando naquilo, lembrei da historia que a moça me contou, a mãe da garotinha estava no hospital. Quando cheguei em casa, fui pro meu quarto e dormi. E então, sonhei com aquele menina. 

Amooores, postando. To com um pouco de pressa, espero que gostem. Posto depois de 5 ok? 

domingo, 30 de setembro de 2012

Vem ai, "Sobrenatural" !

Oooooi *-* Ia começar como sempre, falando como surgiu a ideia do outro conto, se afinal, eu lembrasse como surgiu, mas como a autora aqui é mais distraída que o Luan, vamos pro próximo né ? Eu prometi fazer um conto de amor impossível, que a Jheny pediu e tal, fiz enquete sobre a historia de época e tal, mas ainda não tive uma ideia legal sobre isso, então resolvi fazer um outro aqui de #drama, com uma historia linda. A ideia central dela é um pouco comum hoje, o drama invadiu as negas, mas se derem chance vão ver que ela vai muito alem disso. É uma historia linda que eu já tenho uma parte escrita, então não atrasarei. Bora com a sinopse? Haha 

" Durante uma visita á um orfanato com Bruna, Luan se encanta por uma menina com um rosto familiar. Seu nome é Ana, e ela tem somente três anos. A menina, quieta e que não fala com ninguém, se aproxima dele e conversa rapidamente, fazendo lhe um pedido. Ao atende - lo, Luan vê a garota dormir em seus braços. Depois de coloca - la na cama, ele escuta sua historia misteriosa e fica com aquilo na cabeça. Durante uma conversa com Bruna na volta pra casa, ele descobre de onde conhece aquele rosto da pequena e acaba, sem querer, se ligando cada vez mais á garota que só conversa com ele. "

Bom espero que gostem, vai ter personagem principal, uma moça, eu não coloquei na sinopse, mas tem muito mais do que ela mostra. Posto depois de 5 comentários...

sábado, 15 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 4



Breno passou a receber inúmeras visitas. Amigos do Luan vieram de monte enquanto ainda estava no hospital. Passamos dois dia ali, era um parto de risco e estenderíamos nossa estadia ali naquele hospital. A família de Luan estava encantada com ele. Meus pais vieram nos visitar e se encantaram, talvez ele amolecesse um pouco o coração deles dois e eles aceitassem melhor. Logo pude ir pra casa e quando parei pra ver, o nascimento de Breno estava em tudo quanto é lugar. Não deixei ele ser exposto demais, mas as fãs de Luna não pude deixar na mão. Coloquei uma foto nossa, minha e dele que Léo tirou pra elas no twitter, mas logo já estava em todos os lugares. Colar de Luan deixei pra colocar nele quando ficasse maior, temia que ele puxasse e o machucasse. Ele saiu com os sapatinhos do pai do hospital e antes de dormir colocava a musica de Luan baixinho pra ele ouvir. Ele gostava bastante, mexia as perninhas e logo adormecia e eu ia até lá e desligava.  Gostava disso e fazia sempre, não queria que Breno vivesse com a ideia d que não tinha pai. Ele tinha e tinha certeza que antes mesmo dele existir Luan já o amava muito. Então sempre falava pra ele do pai, com amor e carinho e quando me sentia triste, Breno era meu alicerce. Meus pais passaram á me visitar com mais frequência e tomaram amor pelo neto. Os pais e Luan e Bruna não o largavam mais. Camila veio do Rio pra vê-lo e Léo e Carla seriam os padrinhos de batismo. Mimado pelos fãs do Luan, sempre chegavam em casas presentes e sempre que sai com ele, algumas fãs me paravam pela cidade. Assim Breno cresceu, cheio de carinho e amor. Breno já estava grande, adolescente. Tinha um carinho grande pro tudo que era relacionado á música e ao pai. meu esforço pra manter vivo a sua lembrança tinha dado resultado. Tocava violão e era um bom filho. Notas boas e quando começava a dar uma escapadas eu já punha ele na linha. Aprontava, claro, como todo menino, mas se arrependia no final. Tinha algumas namoradinhas por ai com seus 14 anos, havia puxado o pai. Além de nessa idade já ter boa relação com as eternas fãs do seu pai.
- Filho, vamos logo!
- To descendo mãe.
Estávamos indo para sua formatura do 9 ano e seus avos nos encontrariam lá. As coisas eram um pouco mais complicadas naquela idade. As pessoas perguntavam pra ele de Luan, sobre a inseminação, era bem difícil pra ele. A cerimonia foi linda e chorei ao imaginar Luan ali sentado ao meu lado. Estava casada já, com Léo. Ele cuidava bem de Breno, e ele tinha Léo como um grande amigo, desde conselhos até broncas em que Breno não me escutava. Mas sempre separamos bem as coisas e sempre reforçamos ao Breno que seu pai era Luan e só Luan. Não amava e nem nunca amaria Léo. Dizem que quando amamos uma vez de verdade, nunca mais nada chega perto daquele sentimento. Mas ele era um grande companheiro, uma pessoa incrível e eu precisa de alguém ao meu lado. Porem ninguém nunca seria pra mim o que Luan foi. Quando encontrei Breno o abracei forte, dizendo o que não podia nunca deixar de dizer.
- Seu pai ficaria muito orgulhoso de você hoje meu filho, assim como eu estou.

Amooores, postando o ultimo capitulo. Esse conto foi muito triste. Ideias pro próximo? Please. Beijoooos e posto a sinopsia amanha!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 3

Depois da inseminação, em 1 mês veio a confirmação. Eu estava gravida, de Luan. Ao conversar com a medica ela me disse que era raro a inseminação funcionar na primeira vez, disse que eu tive sorte. Voltei radiante pra casa com o exame que confirmava em mãos. Me sentia mais vida, mais mulher. Acariciava a barriga com as mãos pelo caminho, dentro do táxi. Não estava mais andando de moto, sabia que se Luan estivesse aqui, ele não iria gostar de me ver gravida dirigindo uma moto por ai. Passei na casa dos pais dele antes e quando Bruna abriu a porta com sua filhinha pequena no colo, peguei ela e sorrindo dei o exame em sua mão. Ela já sabia do que se tratava e sorriu abrindo, enquanto conversava com Beatriz em meu colinho, não que ela fosse responder, só tinha alguns meses. Bruna me abraçou e deu um abraço, se emocionou um pouco, afinal, era um sobrinho, filho do irmão que não estava mais ali. Gritou a mãe e eu entrei fechando a porta. Foi uma felicidade só. Eles me abraçavam e se emocionaram junto comigo. Sai dali feliz e fui pra casa. Eles eram os únicos que sabiam, meus pais também, mas não haviam me apoiado, como previa. Eles não moravam ali, então era mais fácil pra mim não ter que vê-los me criticar todos os dias.  A noite fui á um salão, mudei meu corte de cabelo, sem mexer muito no comprimento e mudei um pouco a cor, fiquei mais loira. Aquela semana cheguei no meu estúdio cantando e rindo. Feliz.
- Nossa, o que faz minha amiga tão feliz? - Carla veio em minha direção. - Nossa, esta bonita... Mudou  o cabelo, sorriso no rosto... É bom tem ver feliz.
Carla era uma grande amiga, me conhecia fazia tempo. Trabalhava comigo no estúdio. 
- Amiga, senta aqui, quero te falar uma coisa... - Puxei ela pra cadeira e contei tudo. Ainda não havia contado pra ninguém. 
Ela ficou feliz e disse que seria madrinha. Perguntou por que não havia lhe contado antes, disse que queria que desse certo antes. E assim a vida continuou. Um mês depois descobri que minha gravides era de risco. Decidi parar de trabalhar. Passava os dias em casa e Dona Marizete ou Bruna iam me ver todos os dias, seu Amarildo aparecia direto e Carla também. Meus pais falavam comigo pelo telefone, me perguntavam como eu estava, se preocupavam, mas ainda não tinham aceitado. Talvez fosse questão de tempo, talvez não... Mas não importava! Estava me cuidando direitinho e queria muito nosso filho, e assim seria. 

- Amooooooor! - Ouvi Luan gritar da sala.
- No quarto Lu!
Escutei seus passo apressados na escada e depois ele entrou no quarto correndo e colocou sua mochila de forma apresada na mesa, jogou o boné que estava em sua cabeça em qualquer lugar e correu pra cama e tirando os chinelinhos ao subir. Me deu um beijo e um abraço, deitando em seguida em meu colo enquanto eu fazia cafuné em seu cabelo. 
- Que saudade. - Comentou. 
- Muita meu amor, como foi de viagem? Shows muito lotados?
- Foi incrível. Umas meninas do nordeste te mandaram um presente! Depois eu te mostro, mas e como está nosso bebe? - Perguntou levantando o rosto e beijando minha barriga, que já estava grande. 
- Chuta bastante amor, as vezes não consigo dormir... Vai ser um espoleta, como você.
- E lindo como você. - Ele se levanta e me abraça de lado. - E você? Como está? Muito enjôo, desejo?
- Nenhum desejo amor. Não tive mais enjôos também.
- Esses dias ai estava conversando com uma amiga sabe? Ela estava no hotel comigo e... - Olhei feio pra ele, que parou de falar e riu. - Mentira ciumentinha, era só pra você ficar com essa cara de bravinha... Linda! 
- Eu te amo.
- Eu também te amo princesa.
Abri os olhos rápido e levantei da cama, esfreguei os olhos, meu bebe chutou.
- Calma amor, foi só um sonho, mas papai está aqui com a gente. - Disse acariciando meu ventre. 

Sem Luan comigo minha gravidez passava devagar, mas aproveitei muito. Quando já era bem visível a barriga, o pai de Luan decidiu que era a hora de comunicar á todos. A equipe de imprensa do escritório foi reunida e ficaram de resolver tudo, sem me expor muito. Eles mesmo contariam e depois só teria que dar uma entrevista explicando tudo. E assim ocorreu, causando choque no pais. Era algo meio novo o que tinha feito, virou assuntos em debates no pais todo e criticas, mas também teve quem apoiasse. Como as fãs, agora pra elas era como se Luan revivesse numa criança, tinham um outro motivo pra não deixar de ama-lo. E era a minha criança, pra mim o filho do homem da minha vida, do fruto de uma grande amor. Pra elas, um parte da razão de seus sorrisos em boa parte da vida, a criança que sempre sonharam ver um dia e foi assim que ele foi recebido. 
- Bem vindo á vida meu filho. Cabelos escuros e meu olho cor de mel... Como se pai previu. Ele te ama meu Breno, e vai estar sempre com nós. - Lhe disse entre lagrimas enquanto o peguei pela primeira vez em meus braços na mesa de parto ainda.

Amoooores, desculpa a demora viu? Desculpa mesmo, fiquei bem cansada essa semana. Amanhã posto o próximo capitulo e domingo venho com o próximo conto. Beijoooos e dicas de nomes pro próximo ok? Depois de 6 comentários...

sábado, 8 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 2

Ao terminar de ler já não tinha mais lagrimas. Eram lagrimas de saudade. Queria ele comigo. E eu queria essa criança, mas não sabia se era o certo da fazer. Coloquei a carta de volta ao envelope ainda chorando e peguei em minha mão a caixa menor. Abri ela e me surpreendi. Nela havia dois pares de sapatinhos de bebes, uma rosa bebe e outro azul bebe. Peguei na mão primeiro o azul e sorri. Era lindo. Me imaginei cuidando de uma criança. Apertei ele e dentro vi que havia um saquinho, daqueles de jóias. Tirei de dentro e abri, havia um colar com uma medalhinha da santa de quem Luan era devoto, Nossa Senhora de Aparecida. Era tão linda. Depois de observar, guardei da mesma forma. Peguei o rosa, era tão delicado... E dentro havia um outro colar com um pingente de um anjo. Guardei novamente e fechei as coisas, deixando da mesma forma que antes. Coloquei ela em cima da mesa de centro e encostei a cabeça no sofá. Deixei toda a dor sair de meu coraçõa, até adormecer, ali mesmo no sofá. 

Abri os olhos e a dor de cabeça era evidente. Levantei devagar. Estava com dor nas costas também. Sentei no sofá e respirei fundo. Olhei a caixa na minha frente e passei a mão pelos cabelos. Tinha uma decisão á tomar, e não faria isso sozinha. Levantei, tomei remédio pra dor, e entrei no chuveiro. Tomei um banho gostoso, e chorei durante ele. Levei meus cabelos e me esfreguei com força. Parecia que estava tirando toda a dor de mim. Sai e me arrumei, secando meus cabelos e me permitindo usar a roupa que Luan havia de dado um dia antes do acidente pela primeira vez. Toda vez que á via, eu chorava. Mas dessa vez foi diferente. Me senti mais forte, e sorri lembrando de como havia ganhado ela. Me sentia bem, cheguei até á estranhar por alguns minutos. Vestida com aquela roupa simples, mas que lembrava meu estilo antes do acidente, sai com minha moto, levando a caixa numa sacola. Pode parecer estanho, mas até meu estilo eu mudei... Virei mais seria, e aquela menina que usava shorts curtos e all star sumiu. Pela primeira vez em um ano me senti feliz. Sentia meus cabelos voando ao vento, pois também havia me permitido deixar meus longos cabelos soltos. Nunca mais tinha saído com eles soltos, não sentia vontade, Luan amava eles, e antes eu os soltava para ele. Era estranha aquela sensação de estar bem comigo mesma. Sim, aquela carta havia me dado forças. Parei a moto em frente á casa dos pais do Luan. Desci e peguei a caixa, batendo na porta em seguida. Fazia aproximadamente 3 semanas que não os via, eles com uma freqüência de mês em mês aparecem em casa, vão ver como estão as coisas lá. Dona Marizete me atendeu. Sorri surpresa ao me ver e me abraçou, forte. Deixou algumas lagrimas caírem e eu á consolei. Entramos e fui caminhando até a sala com ela, conversando. 
- Você está tão linda hoje! E soltou os cabelos... Eles estão tão belos Be! - Ela elogio.
- Obrigado! A Senhora está muito bem também! 
Ao em ver, Seu Amarildo levantou, me abraçando e perguntando como estava. 
- Eu preciso falar serio com vocês. - Sorri. 
- O que houve querida? - Dona Marizete perguntei agradavelmente. 
- Acho que viram que eu estou bem não é? Na verdade, acho que uma certa caixa hoje me deu forças, um motivo á mais pra me sentir mulher... Eu já tomei uma decisão, mas quero á opinião de vocês... 
Passei á caixa pra eles, sorrindo. Dona Marizete á abriu e logo pegou a caixa menor. A carta estava em cima, e ela abriu, mas parou quando viu a caligrafia do filho. Deu pro marido e com um olhar triste pediu pra ele ler. Assim ele fez, lendo em voz alto e parando um pouco quando se sentia emocionado demais. Quando Luan falava do nosso filho, Dona Marizete sorriu, com lagrimas nos olhos e passou a mão pela caixa menor, abrindo á. Abriu delicadamente cada pacotinho de cores diferentes e sorria ao ver o que o filho tinha deixado. Ao terminar de ler, Seu Amarildo dobrou os papeis. 
- E... O que você decidiu? - Seu Amarildo perguntou.
- Eu... Eu quero ter essa criança. Mas não quero que isso seja problema pra vocês... 
- De jeito nenhum Beatrice! - Dona Marizete se manifestou imediatamente. - Se esse era desejo de Luan, e agora é o seu... Não tem por que sermos contra, não é amor? - Sorri e Seu Amarildo concordou. - Muito pelo contrario, eu vou amar ter um neto do Luan, e ainda mais por ser seu... 
Me deixei ficar emocionada e abracei eles. 
- Be, vamos dar o apoio total, acompanhar tudo, tudo bem? 
- Como quiserem! - Sorri.
- É bom te ver sorrir... 
- Agora é vida pra frente, cuidar do meu filho, e com Luan no coração e no pensamento...
Eles deram um sorriso forçado. Sabia que eles estavam felizes por mim, mas eles eram pais, e talvez ainda fosse difícil pra eles.
- Quando vai atrás de Jorge? 
- Amanha mesmo! Eu não vou falar com meus pais... 
- Be, eu acho melhor...
- Eles não vão me apoiar... Vão dizer que é loucura, que eu não posso ter um filho sozinha, ainda mais com o pai morto... E eles são tão conservadores, nunca vão apoiar uma inseminação artificial... 
- Eu entendo. - Seu Amarildo falou. - Mas então, temos que te alertar... Você tem certeza? Não vai ter o pai ao lado, quando começar a entender as coisas... Vai se difícil explicar... 
- Não importa, vou enfrentar tudo nem se for sozinha mesmo, eu quero um filho dele, do amor da minha vida! 
Fiquei mais um tempo ali conversando e acabei voltando pra casa. Liguei pra Jorge e contei tudo sobre a carta. Ele, não demostrou surpresa e ao atender o telefone, disse que sabia que eu ligaria. Novamente perguntou se eu tinha certeza. Todos me perguntavam isso, não tinha por que não querer essa criança. Eu já a amava sem existir e queria muito, seria meu filho com o amor da minha vida e eu tinha boas condições financeiras pra cuidar dela. Além do meu renomado trabalho como uma fotografa famosa, tinha um bom dinheiro que Luan me deixou. Eu teria aquela criança. No dia seguinte, Jorge me acompanhou até a clinica, com um horário marcado. Como Luan disse, eles não me impediram, marcaram tudo necessário pra inseminação, e em seguida, o grande dia. E então, depois de dois meses daquela carta, eu fiz a inseminação.

Oi amores, desculpa estar postando só hoje. Sabe, eu fiquei realmente emocionada com os elogios e comentários sobre esse conto. Fiquei tão feliz pela aceitação que resolvi prolongar esse conto á pedidos. Serão quatro partes. Vocês ainda vão chorar muito kk Bom, é isso. Espero que gostem dá parte 2. Beijoooos ;* Posto depois de 9 comentarios...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 1

Acordei com o sol entrando no quarto. Bati na cama ao me lado e novamente não o encontrei. Já devia estar acostumada, mas era fato que não conseguia me acostumar com isso. E como toda a manhã, deixei lagrimas caírem. Foi então que lembrei que dia era. Levantei depressa, me sentando e o choro se intensificou. Depois de alguns minutos me dirigi até o chuveiro e me arrumei de qualquer jeito. Desci as escadas e mais lembranças vieram a tona. Momentos felizes, que se foram. Sai, deixando a casa para trás e sem comer, em direção aquele lugar. Sentia saudades de lá, mas sem ele não fazia mais sentido. Peguei o carro e dirigi sem destino, mas foi parar lá. Estacionei o carro e desci. Um lugar lindo, um planalto alto, em que se via toda a cidade a região. Sentei próximo a bera e ali fiquei por algumas horas, somente olhando aquilo e chorando. Momento, sentimentos, saudades, tudo viam a tona. O dia em que nos conhecemos trombando na rua, o nosso primeiro beijo, nossa primeira noite. Cada dia que o vi fazendo o que gostava, e cada sorriso dele. Cada gesto, cada mania que o tornava tão especial e amável. Suas idiotices e brincadeiras, seus momentos de concentração, de até sua respiração enquanto dormia. Quantas vezes num fiquei acordada vendo - o dormir? Nossa, direto. Ele era tão lindo dormindo, tal angelical que até chegava a imaginar com o que ele estaria sonhando quando sorria. Era impressionante como era feliz ao seu lado. Até tudo acabar, a exatos 365 dias. Fiquei por um tempo ali olhando a paisagem. O seu estava azul, o sol brilhava e batia no meu rosto. O vento estava fraco e batia levemente no meu rosto. Fiquei sozinha ali com meus pensamentos, até ouvir um carro parar atrás de mim. Não posso deixar de confessar que queria que fosse o Luan, mas isso era impossível. Nem me dei ao trabalho de olhar quem era.
- Eu posso me sentar com você? - Perguntou e sem eu precisar virar sabia quem era.
- Fica a vontade.
Leonardo, amigo de Lu, havia se tornado um grande amigo desde que perdi Luan. Ele sentou e me abraçou de lado, com um braço só.
- Eu sabia que te encontraria aqui.
- Como?
- Esse era o lugar preferido de vocês, já esqueceu?
- Nunca. Sabe, poderíamos sair de casa com outro destino, mas sempre acabávamos vindo parar aqui.
Ao lembrar disso uma tristeza imensa me invadiu e meu choro se intensificou. Estiquei minha mão esquerda para frente e fiquei passando meus dedos direitos sobre minha aliança. A aliança que nunca tinha tirado do dedo e nunca tiraria.
- É Beatrice, já faz um ano.
Um silencio se instalou e agradeci por Leonardo respeitar isso. Era bom ter - lo por perto.
- Como se sente? - Ele disse depois de um longo tempo.
- Não, não sei na verdade. Sinto saudades. Por que veio?
- Todos sentimos. Por que Camila, sua amiga, quase me deixou louco no telefone. Você não atendeu as ligações dela pela manhã, e ela quase pegou um avião do Rio pra cá. Ah, Dona Marizete queria te ver hoje, me pediu para avisar.
- Se tiver com cabeça passou lá para ve - la. Camila é exagerada. Só queria ficar sozinha hoje.
- Eu disse para ela te deixar em paz, mas ai me lembrei que tenho uma coisa importante pra tratar com você hoje.
- Deixa pra outro dia, hoje não. Não to com cabeça.
- Eu prometi à ele.
- O que é?
- Primeiro preciso que me responda uma coisa.
- Diga.
- Você superou a perda dele?
- Não.
- Era isso que precisava ouvir, ou não...
- Muda algo?
- Muda, tudo. Se você tivesse superado, não cumpriria minha promessa.
- Promessa ao Luan?
- Sim. Beatrice, uma dia antes daquele acidente que levou ele, Luan me fez prometer à ele que caso algo o acontecesse, eu cuidaria de você.
- E você está cumprindo Leo, não por obrigação eu espero.
- Claro que não, me sinto bem te cuidando. Não é por causa da promessa Beatrice. Mas aquilo me tocou demais. Ele sentiu que iria embora...
- Como é possivel?
- Não sei. Mas ele me pediu pra entregar algo à você quando fizesse um ano, hoje no caso.
- O que? 
Ele levantou e foi até o carro, voltando com uma linda caixa toda decorada na mão. 
- Isso. - Ele disse á estendendo pra mim. 
- O que é? - Perguntei passando a mão por ela.
- Eu não sei, nunca abri pra ser sincero. - Ele se sentou novamente ao meu lado.
Continuei passando a mão pela caixa até fazer o movimento para abri - la, mas Leo me parou. 
- Abra quando estiver sozinha. - Disse e em seguida sorriu pra mim.
- Claro.
Deixei a caixa ao meu lado e Léo voltou a me abraçar.
- Como será que esta sendo para elas?
- Elas?
- As meninas, as fãs.
- Tão ruim quanto para mim, aposto. 
- Há muitas que organizaram hoje passeatas e até campanhas contra álcool e o transito.
- Se não fosse aquele idiota bêbado hoje eu teria meu Luan. Muito legal da parte delas, se eu soubesse antes, teria visto se tinha cabeça de ir em algum desses projetos.
Ficamos em silencio e depois me levantei, olhei para Léo que tinha duvida nas expressões.
- O que foi?
- Acho que devemos ir. - Disse pegando a caixa do chão. 
- Claro, consegue dirigir? 
- Claro, vou com minha moto.
Eu amava moto e desde o acidente de Luan ainda não tinha dirigido um carro. 

Flash Back on.

Era fim de tarde, ele tinha saído um pouco e eu preferi ficar em casa, ele insistiu, mas eu estava com um pouco de dor de cabeça e insisti em ficar. Luan disse que queria dirigir um pouco, fazia bem á ele. Incentivei ele á ir e ele saiu, me dando um beijo e dizendo que me amava. Ele saiu e eu fiquei em casa, deitada assistindo TV. Por volta das nove comecei a me preocupar. Ele não voltava e nem atendia o celular. Liguei para sua mãe e ela de nada sabia, mas disse que ele tinha ligado para ela quando saia de casa. Estava na cozinha, e a TV da sala ligada quando ouvi a noticia. No noticiaria dizia que ele tinha sofrido um grave acidente por volta das 20:00 e ele tinha demorado para chamar ajuda pois com o impacto o celular estava fora do alcance de suas mãos e ele estava preso nas ferragens num trecho afastado da cidade. Reconheci o nome do lugar que falaram, ficava próximo a chácara, ele devia estar voltando de lá. O motorista no outro carro, foi encontrado desmaiado e alcoolizado por um homem que passava de carro no local. Luan e o homem tinham sido socorridos e levados a pressa para o hospital. Ele havia batido com a cabeça. Me senti sem chão e cai, ajoelhada chorando. Mas a nota havia acabado e nem uma informação recente sobre meu Luan, meu marido. Coloquei uma roupa o mais rápido que pude, aos prantos e peguei meu carro, dirigia rápido e chorando enquanto ligava pro seu Amarildo e dava qualquer informação dizendo para ele ir ao hospital. Demorei a chegar, não era tão perto e quando cheguei, havia algumas equipe de TV no local. Duas ou três vieram pra cima de mim, mas eu passei sem nem dizer uma palavra. Tentei me informar na recepção e me ninguém sabia me dar informações. Senti uma mão no meu ombro e virei, era Léo. O abracei com força. 
- Cade ele? Eu vi pela Tv.
- Eu não sei, ninguém diz nada. - Disse chorando e tremendo. 
- Senta aqui, vou tentar conseguir alguma informação. Avisou os pais dele?
- Sim. 
Léo se foi naquele hospital e eu fiquei ali sozinha. O desespero que ele devia ter sentido vinha na minha cabeça toda hora. Rezava, baixo. Léo voltou com um medico. Ele chorava um pouco, era amigo de Luan á muito tempo. Levantei depressa e corri até eles. 
- Cade meu Luan? Ele esta bem? Cade Léo? - Perguntava para Léo e o medico, eles nada me respondiam. 
- Beatrice, se acalma. - Léo me empurrou pro sofá do hospital. 
- Não, ele esta bem?
- Be, o Luan sofreu um acidente muito grave, ele bateu com a cabeça e perdeu muito sangue, quando chegou aqui, ele teve uma parada cardíaca. Eles tentaram de tudo... 
- Não Léo, não! - Chorava forte, e o abraçava. - Meu Luan não.

Flash Back of.

Afastei meus pensamentos chorando enquanto dirigia de volta para casa. Léo ia logo atras de mim, com minha caixa. Parei num sinaleiro na avenida principal e vi muitas fãs numa passeata com cartazes sobre o transito e álcool na frente do escritório que agora Seu Amarildo comandava, o qual dava suporte e empresariava junto com Anderson alguns cantores, e conseguiam fazer deles nome de sucesso. Muitas meninas choravam. O sinal abri e eu voltei a dirigir em direção a minha casa. Ao chegar no condomínio, entramos e Léo parou em frente, descendo com a caixa na mão. 
- Não vai entrar?
- Não, vou pra casa. Você vai ficar bem?
- Vou sim. - Peguei minha caixa na mão. - Obrigado.
- Que isso. Fica bem, e não esquece da mãe dele, faz um esforço e vai lá, ela sente sua falta. De certa forma Be, acho que você faz ela sentir ele mais perto. 
- Eu vou lá sim, só me afastei por que é difícil...
- Eu sei. Vou indo, fica bem. - Ele beijou minha testa e saiu, dirigindo para fora. 
Parei vendo o carro se afastar, costumava fazer isso com o Luan. Ele ia viajar e eu ficava olhando o carro até ele sumir da minha vista. Léo era especial. Pela primeira vez no dia me deixei sorrir lembrando de Luan. Olhei a caixa na minha mão e curiosa, entrei. Sentei no sofá e abri ela. Tinha algumas coisas coloridas, vermelhas, como plumas, para dar um ar mais bonito e alguns corações cortados perfeitamente. Também algumas estrelas, e atras de cada uma, havia um pensamento, frases famosas de amor, dos meus poetas e escritores preferidos. Procurei em minha mente algum motivo para as estrelas, e realmente encontrei. Ele sabia que eu amava o céu, olhar estrelas, a lua. As vezes ele me acompanhava e passava horas comigo pela madrugada no jardim com um telescópio que ele mesmo me deu, observando aquela maravilha. Eu tinha medo de ficar lá sozinha pela madrugada, então levamos um colchão grande e cobertas, chocolate quente e ficávamos lá. Li algumas e deixei outras de lado, deixando algumas lagrimas caírem. Tinha uma outra caixa, mas em cima, tinha uma carta, num envelope lindo, toda trabalhado. Resolvi pegar primeiro a carta, mas não abri. Segurei ela junto ao meu peito e deixei lagrimas caírem, mas estranhei ao perceber que não eram lagrimas de dor, eram de saudade. Sequei elas e depois abri. Havia quase três folhas escritas, com sua caligrafia estranha, dessa vez bem feita. Depois de algum tempo de convivência, conhecia bem aquela letra. Comecei a ler:

" Olá minha pequena, sinto saudades e você? Sabe, choro ao escrever essa carta, talvez seja uma bobagem, mas é de madrugada e acordei angustiado. Um sonho perturbador, não estava mais ao seu lado. Resolvi deixar esse registro, e um pedido depois de muita reflexão essa semana sobre um certo assunto. Primeiro quero começar dizendo o que você significa para mim. Tudo. Pois é. Uma palavra tão pequena mas com o mundo nela. Sabe, quando te vi naquele dia, tirando fotos, concentrada naquele lindo lugar, eu pensei: " Que gostosa! " (risos). Pois é pequena, pensei isso de você, não que estava errado, mas fui um canalha né? Logo depois vi que aquilo era um equivoco, não somente gostosa, você também era interessante. Fiquei a te olhar por um tempo, só te observando abaixar, virar de lado e mil outros malabarismos tentando o melhor angulo da foto. Resolvi falar com você e entrei na sua frente de surpresa, sentindo um flash na minha cara. Em seguida sua reclamação: " Imbecil, você estragou minha foto! Some da minha frente! " Ri e depois te chamei para um café. Estranho não é? Nunca havia chamado ninguém para 'um cafe' mas saiu. Depois descobri que você amava café. Talvez fosse o destino colocando as palavras na minha boca. Você desfez a cara brava e com um sorriso aceitou. Depois disso nunca mais te larguei. Nosso namoro? Um conto de fadas. Nosso casamento? Inesquecível. Nossa vida a dois então, indescritível! Pode ser, que quando leia essa carta, não vou mais estar ao seu lado. Não quero que se sinta mal, apenas terei cumprido minha missão. Não chore, gosto de te ver sorrir. Eu te amei em vida, e vou te amar incondicionalmente por toda a sua existência. Essa semana estava pensando em nosso planos futuros, depois que acordei a duas semana com esse mesmo sonho de agora a pouco. Queríamos morar um lugarzinho lindo perto de uma praia calma, cheio de coqueiros e quem sabe afastado do centro, onde ninguém busca morar, numa chácara talvez, não sei, são só planos, assim como nosso filho é. Um plano que temos tentado realizar. Você se sente mal, não consegue engravidar, e talvez quando leia essa carta, não possamos mais nem tentar. Eu não estarei mais ao seu lado, mas mesmo assim queria realizar esse sonho seu, e meu também. Estive pensando nisso e arranjei uma solução. Ainda quer realiza aquele nosso sonho antigo? Deixei tudo preparado para isso meu amor, caso eu saísse do seu lado e ainda não tivéssemos uma criança para chamar de nossa. Não quero que faça isso para me agradar, realizar meu sonho, quero que faça por você, pois não estou mais aí, não estou ao seu lado fisicamente, mas sim te olhando daqui de cima. Se ainda quiser ter um filho meu, procure Jorge, nosso advogado, ele vai te orientar, estar com você. A justiça vai tentar impedir, mas deixei tudo certo para Jorge provar que eu queria isso, então não terá problema. Ele te levara numa clinica ao de Londrina mesmo, onde deixei o que eles chamam de "material " guardado, já conversei com eles, esta tudo certo, basta essa ser sua vontade. Bom, e se essa não for sua vontade, não ficarei chateado daqui onde estou te olhando, ficarei orgulhoso da mulher de opinião que tive ao meu lado. Mas se for sua vontade, ficarei orgulhoso da mulher de fibra que tive ao meu lado. Se aceitar, saiba que eu ia amar ter um menininho para lhe ensinar a jogar bola, ou tocar violão, correr com ele pela casa brincando de super herói, quebrando alguma vaso seu ou sujando o chão de lama. Ele teria meus cabelos escuros e seu olho cor de mel. Ou então uma menina, uma princesinha. Deixaria ela me maquiar ou pentear meus cabelos, cuidaria para que ela não se machucasse ou tivesse medo. Se ela pedisse, até lhe acompanharia brincando de casinha. Seria linda igual você, loirinha e com meus olhos talvez. Não seria perfeito tudo isso? Mas não estou aí, já que você esta lendo, pois ao contrario, essa carta nunca chegaria as suas mãos. Todos esses planos, tudo tão lindo, mas e você? Você esta bem Beatrice? Esta vivendo? Pois é isso que quero que faça na minha ausência. Viva pequena, sinta minha falta, não esqueça que te amei cada segunda da minha vida e aonde quer que esteja, estarei te amando ainda, mas não pare sua vida. Ame outras pessoas, cuide de outros homens como cuidou de mim, é difícil dizer isso assim, mas eu não sou egoísta. E eu amo você, como nunca amei de outra forma qualquer outra pessoa. Se cuide, e se decidir ter essa criança, ame ela em dobro, por mim. Mas ame muito, por que eu também estarei amando - as daqui. Tenho certeza que com sua doçura e delicadeza, seria uma excelente mãe, daria tudo para ver isso. E nunca se esqueça, eu te amo incondicionalmente. Do seu ontem, hoje e sempre Luan Rafael. "

Amoooooooooooores, postando. Ai, estou morrendo de medo da reação de vocês, estou desesperada... Falem por favor o que acharam? Tem um motivo pra mim ter feito isso nesse conto, alem de querer inovar claro... E se lerem o próximo, vão saber qual é... Chorei muito escrevendo isso, não consigo nem me imaginar passando por algo do tipo... Bom, o que acham? Ela deve ter essa criança? Bom, opiniões por favor que estou desesperada kkkkkkkk Beijooos e posto amanhã... Depois de 7 comentários...