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domingo, 30 de setembro de 2012

Vem ai, "Sobrenatural" !

Oooooi *-* Ia começar como sempre, falando como surgiu a ideia do outro conto, se afinal, eu lembrasse como surgiu, mas como a autora aqui é mais distraída que o Luan, vamos pro próximo né ? Eu prometi fazer um conto de amor impossível, que a Jheny pediu e tal, fiz enquete sobre a historia de época e tal, mas ainda não tive uma ideia legal sobre isso, então resolvi fazer um outro aqui de #drama, com uma historia linda. A ideia central dela é um pouco comum hoje, o drama invadiu as negas, mas se derem chance vão ver que ela vai muito alem disso. É uma historia linda que eu já tenho uma parte escrita, então não atrasarei. Bora com a sinopse? Haha 

" Durante uma visita á um orfanato com Bruna, Luan se encanta por uma menina com um rosto familiar. Seu nome é Ana, e ela tem somente três anos. A menina, quieta e que não fala com ninguém, se aproxima dele e conversa rapidamente, fazendo lhe um pedido. Ao atende - lo, Luan vê a garota dormir em seus braços. Depois de coloca - la na cama, ele escuta sua historia misteriosa e fica com aquilo na cabeça. Durante uma conversa com Bruna na volta pra casa, ele descobre de onde conhece aquele rosto da pequena e acaba, sem querer, se ligando cada vez mais á garota que só conversa com ele. "

Bom espero que gostem, vai ter personagem principal, uma moça, eu não coloquei na sinopse, mas tem muito mais do que ela mostra. Posto depois de 5 comentários...

sábado, 29 de setembro de 2012

Por acaso - Parte 2

Luan, no caminho, entrou numa rota errada e se perdemos. O GPS, não estava muito bem das ideias. 
- Você disse que sabia andar aqui! 
- Disse, mas onde eu conhecia. Nunca vim aqui.
- Estamos perdidos. - Disse parando o carro.
- Você desiste fácil das coisas em?
- Não vou ficar rodando a toa. 
- Ta bom então, quando amanhecer saímos daqui. - Disse virando pro lado da janela como se fosse dormir.
- Ei... 
- Que foi? 
- Não quero dormir.
- Não? 
- Não. Quero isso.
Ele me olhou com intensidade e em seguida foi se aproximando e me beijou, delicadamente. Parecia que se o mundo ali parasse, não me importaria. Ele era lindo, por dentro e por fora e isso pude ver naquelas horas todas ao seu lado. Rapidamente me ocorreu que não estávamos perdidos, e ri rapidamente entre o beijo. 
- Eu sei onde estamos. - Ele disse quando nos afastamos. 
- Eu imaginei mesmo. - Ri. 
- Desculpa, você é linda. Seu jeitinho mexeu comigo. 
- Não se desculpe. - Sorri de verdade pra ele. - Eu gostei.
- Eu sei. 
Começamos a rir e depois ficou um clima meio estranho entre nós. Era clara a vergonha que ficamos um do outro. Ele ligou o carro e começou a dirigir, ri e ele fez o mesmo. Acabamos por parar na orla da praia. Saímos e ficamos ali um tempo. Luan me abraçou pelas costas e quando vimos um grupo de pessoas se aproximando, ele escondeu o rosto na minha nuca e pude sentir sua respiração. Eles passaram e ele levantou a cabeça.
- Por que se escondeu? 
- Não quero lhe dar problemas. 
- Deve ser difícil isso.
- Um pouco, mas estou acostumado.
- Mas que é chato é.
- É, mas não gosto de causar problemas pras pessoas que estão comigo. 
- É complicado. Mas você é muito famoso aqui?
Ele riu.
- Sim. Um dos artistas com o maior numero de fãs. Tenho uns dos CDs mais vendidos atualmente. 
- Juro que não te conhecia. 
- Por enquanto, sou pouco conhecido fora. 
- Mas um dia vai ser, uma pessoa com o coração grande dessa forma merece.
- Você mal me conhece, como pode falar isso?
- É, tem razão, mal te conheço, mas você me transmite isso.
Ele sorriu e eu voltei a olhar o mar. 
- Que saudade desse país, desse mar.
- Faz tempo que não venho á uma praia carioca também. 
- Será que você é mesmo corajoso?
- Claro que sou, ta me tirando? 
Ele me olhou feio, se fingindo de ofendido. 
- Então tá, te desafio á entrar no mar, agora. 
- Ta bom então, quero ver se você tem coragem de vir junto comigo. 
Ele se afastou e tirou a camiseta num movimento só. Fiquei olhando se corpo e ele riu, tirando seu tênis e ficando somente de calça jeans e correndo pro mar. E ri e tirei meu sapato e peguei no bolso um elástico e prendi o cabelo num coque frouxo, correndo atras dele. Molhei meus pés na água gelada e fui indo até ele, que ria da cara que fazia conforme entrava mais na água gelada. Ele parou e fico me esperando, até que consegui chegar até ele. O abracei e ri, encostando minha cabeça sobre seu ombro.
- Que delicia não é?
- Sim, mas a água está gelada.
- É de madrugada né Paola. - Ele ria. - Você que me subestimou.
- Pois é.
Ficamos em silencio um tempo, ali, na mesma posição, até ele levantar minha cabeça e sorrir antes de me beijar, delicadamente, mas com intensidade, e aquele foi o melhor beijo de minha vida.

Amoooores *-* Desculpa a demora, semana tumultuada. Bom, aqui estou eu finalizando esse conto, e baseado na enquete, amanhã trago uma sinopse de um conto diferente pra vocês. Bom, espero que gostem e posto depois de 5 comentários... Quem quiser que eu avise quando postar me deixa o twitter aqui pedindo. Beijoooos ;*

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Por acaso - Parte 1

- Bom dia moça. - Lhe olhei e revirei os olhos, tudo que menos precisava era de alguém sentado ao meu lado querendo conversar naquele avião idiota. - Bom dia! - Ele repetiu. 
- Bom dia! - Disse asperamente. 
- Nossa moça, que mal humor em? São 8 horas ao seu lado, será que podemos conversar? 
- Não! Quem pensa que é garoto? Acha que o mundo quer conversar com você? Se enxerga...
- Na verdade é mais ou menos isso. 
- Mas você se acha em? 
- Não tenho culpa que alguém aí não te quis! Mal amada... - Dei um tapa na sua cara. 
- Se é louca? Se me marcar você vai ver. Louca! 
- Eu louca? Você que chegou aqui se achando e eu que sou louca?
- É louca sim, só pedi pra conversar, está estressada eu não tenho um pingo de culpa ok? 
- Fala baixo que eu não posso ser expulsa do avião por favor? 
- E eu posso? Tenho certeza que posso muito menos que você! Garota metida.
- Mimado idiota. 
Eu não sabia o que tinha acontecido comigo, não era assim. Mas se era verdade que tinha acontecido muita coisa no meu dia era. Dai me aparece um cara do cabelo arrepiado querendo conversar? Tudo bem que também ele não tinha culpa, mas veio com arrogância e perdi a cabeça. Deixei lagrimas caírem, sempre chorava quando estava irritada, tudo havia me irritado hoje... Me surpreendi com algumas palavras.
- Ei, moça... - Ele pegou em meus braços. - Me desculpa, não queria falar aquilo. 
- Se acha mesmo que estou chorando por sua causa? Meu Deus, as pessoas costumam chorar por você? Por que você acha que eu devo ser assim? 
- Na verdade sim, elas costumam. Não queria te magoar, me desculpe, não medi minhas palavras. Na verdade, me sinto tão livre aqui, do lado oposto do continente que me esqueci que tenho que pensar em tudo antes de fazer. 
- Eu não estou chorando por sua causa! 
- E eu não sou como me mostrei a alguns minutos. Não queria te ver chorando. - Ele me estendeu a mão. - Me chamo Luan! 
Olhei bem pra sua mão, era a primeira pessoa que se preocupava comigo hoje. Peguei nela e sorri, secando minhas lagrimas. - Paola, prazer. Me desculpe pelo meu humor, eu não estou com muito motivos pra estar aqui hoje, me deixei se irritar, descontei em você. 
- Temos uma coisa em comum. Não era pra eu estar aqui hoje. E se puder ajudar com seu choro, estou a disposição.
- Na verdade não pode, fecharam as portas, avião vai decolar, não tem mais como voltar atrás. 
- Me desculpe, sou curioso, se quer voltar atrás, por que era aqui?
- É complicado Luan. Esquece isso. Mas o que faz aqui se não era pra estar aqui? 
- Era pra ter pego o vôo de ontem, o qual minha equipe toda pegou. 
- Equipe? O que você é? - Ele riu. 
- Você não é do Brasil né? Mas tem sutaque de lá. 
- Mudei do Brasil á cinco anos. 
- Ah sim. Eu na verdade... 
- Luan? Tira uma foto com a gente? 
- Claro meninas. - Ele levantou e abraçou elas com carinho, fiquei olhando aquela cena. 
Ele era um tipo de celebridade? Pediram pra mim tirar a foto dele e assim eu fiz. Ele sentou e se despediu delas, que saíram saltitantes. Fiquei olhando pra ele e entendendo, ele explicou.
- Sou um cantor brasileiro, Luan Santana. Você não pegou minha fase famosa, foi embora quando comecei a cantar. Esta diante do artista que mais tem fã clubes no pais. - Ele riu debochado. 
- Só me responde uma coisa... Como alguém tão importante fica pra trás e tem que pegar outro vôo?
- Me enrolei. Sai sem minha equipe ver e quando perceberam que eu tinha sumido, estavam dentro do avião decolando. 
- Mas como?
- Eu estava um pouco bravo, não estava falando com ninguém. Sai pra comprar um doce qualquer e acharam que eu estava logo atrás, me deixaram quieto. Foram ver que não estava ali quando o avião estava decolando. 
- Esqueceu que ia pegar um avião? - Disse debochando. 
- Não escutei a chamada.
- Que idiota você em? 
- Nossa. - Ele abriu a boa surpreso. 
- Mas é a verdade.
- Talvez. 
- Por que quis puxar assunto logo comigo? 
- Na verdade a viagem é longa, e eu tenho medo de voar. 
- E os vôos que faz com sua equipe?
- É bem mais fácil ir conversando. 
- Você não existe. 
- Existo. Você está com um olhar triste.
- Você observa bem. 
- Tem uma personalidade forte não? 
- Tenho, pra falar a verdade. Mas hoje estou com ela um pouco exagerada.
- E o que te deixa triste? 
- Acho que não devo ficar contando as coisas assim pra um desconhecido. 
- Puts, é a primeira vez que escuto isso. 
- Mas não é verdade?
- Talvez. Mas gostei de você.
- Você me chamou de mal amada.
- A primeira aparência engana.
- Quer mesmo saber o que me trouxe aqui?
- Sim.
- Morava nos Estados Unidos com meu namorado. Ele terminou comigo e aqui estou eu, voltando pra casa. Não tinha mais nada pra fazer lá. 
- Eu sinto muito. 
- Não sinta, foi melhor assim. Íamos nos casar, daqui seis meses, melhor que cometer o maior erro da minha vida.
- É, isso é verdade. Tão nova, ia se casar? 
- Você nem sabe minha idade. - Comecei a rir. 
- Não tem mais que 22 anos. 
- Tenho 19. Quando o amor é uma certeza, não tem idade. 
- Eu sei. 
Ficamos ali até pousar conversando. Quando pousamos no Rio de Janeiro, estava chovendo muito, mas muito mesmo. Ia pegar um táxi. Eu e Luan parecia que eramos amigos á anos. Saímos rindo e ele me ajudou com algumas malas. Era de madrugada, não havia ninguém no aeroporto, fora o voo que desceu com a gente. Olhei e não havia táxi ali. 
- Eai, achou um?
- Não, vou esperar amanhecer aqui.
- Que isso, claro que não, você vai comigo. 
- Luan, não, obrigado. 
- Vai sim. Eu tenho um carro me esperando aqui, sinta - se honrada por ser a primeira pessoa a estar presente quando vou dirigir pela primeira vez aqui. 
- Mas como vai dirigir? 
- Minha equipe deixou um moço me esperando aqui, mas tenho que voltar sozinho, ele não vai poder me levar até o hotel, então estou nas mãos de um GPS. 
- Eu vou aceitar, por que isso vai ser engraçado. - Disse rindo. - Posso te ajudar, morei minha vida toda no Rio, até ir pro EUA. 
- Então vai ser minha guia! Vem comigo? - Ele me estendeu uma mão. 
Fui com ele até o carro, ele sabia certinho onde ir. Chegando lá havia dois homens, seguranças talvez. Fiquei de canto, Luan conversou com eles e eles entraram num carro e saíram, segui até ele. 
- Vamos?
- Vamos.
O ajudei a colocar as malas no carro a ali começou nossa aventura na noite. 

Amooores, oi *-* Desculpa não ter postado sábado. Pensei em regular os capitulo, então ficou pra hoje. Bom, vi que não tinha falado na ultima sinopse como surgiu a ideia do "Mil anos de amor", vou falar aqui. "Mil anos de amor" surgiu de um sonho, com o começo, quando ela está naquele lugar em que ia com Luan e o amigo aparece. Acordei assustada. E então resolvi que viraria conto quando escutei 365 dias. É claro que já tinha escutado essa musica, mas quando parei e prestei muita atenção nela pela primeira vez depois do sonho, ela me lembrou aquele sonho imediatamente. Então inventei essa historia linda. Espero que tenham gostado. Paola foi o nome escolhido pois é um nome forte, quem mandou outros, saiba que vou guardar aqui e no próximo conto pode ser o seu. Bom, é isso, espero que gostem. RESPONDAM A ENQUETE ALI DO LADO. Posto depois de 6 comentários...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Vem ai, "Por acaso." !

Olá amooores, venho primeiro pedir desculpas por sumir essa semana. Meu tio faleceu domingo pela noite e eu resolvi tirar essa semana daqui. Não estava com muita cabeça, e estava lotada de coisas na escola, e ainda estou. Vou tirar amanhã pra escrever tudo e postar essa semana ok? Sigam o twitter do blog @contossuspiros e se quiserem receber avisos sobre os contos, é só manda uma reply lá pedindo ok? Deixa eu contar uma coisa, vou escrever uma fanfic por site http://www.vaidosassantana.blogspot.com.br/ ! Não sei como vai funcionar as postagens, isso é com elas. Se quiserem saber falem lá ok? Vou enviar amanhã o primeiro capitulo pra Flavia que me mandou o email dai falem com ela. Bom, é isso a ai vai mais uma fanfic pra vocês. Ah, respondam minha enquete ali do lado. Pesquisa pra um possível conto. Ah, e as sugestões que colocaram aqui, estou analizando, tudo bem? Ai vai mais uma sinopse de um romance. 

Por acaso conta á historia do destino. Você acredita em destino? Movidos por esse destino eles entram no mesmo avião. Sentados lado á lado, o jovem puxa assunto, mas é respondido com grosseria pela moça e orgulhoso, responde na mesma moeda. O que eles não sabem é que a primeira aparência engana e o acaso não é uma mera coincidência.

Amooores, é isso, fechando aqui e posto amanhã! Beijooooos ;*
PS: Dicas de nomes pra ela! 

sábado, 15 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 4



Breno passou a receber inúmeras visitas. Amigos do Luan vieram de monte enquanto ainda estava no hospital. Passamos dois dia ali, era um parto de risco e estenderíamos nossa estadia ali naquele hospital. A família de Luan estava encantada com ele. Meus pais vieram nos visitar e se encantaram, talvez ele amolecesse um pouco o coração deles dois e eles aceitassem melhor. Logo pude ir pra casa e quando parei pra ver, o nascimento de Breno estava em tudo quanto é lugar. Não deixei ele ser exposto demais, mas as fãs de Luna não pude deixar na mão. Coloquei uma foto nossa, minha e dele que Léo tirou pra elas no twitter, mas logo já estava em todos os lugares. Colar de Luan deixei pra colocar nele quando ficasse maior, temia que ele puxasse e o machucasse. Ele saiu com os sapatinhos do pai do hospital e antes de dormir colocava a musica de Luan baixinho pra ele ouvir. Ele gostava bastante, mexia as perninhas e logo adormecia e eu ia até lá e desligava.  Gostava disso e fazia sempre, não queria que Breno vivesse com a ideia d que não tinha pai. Ele tinha e tinha certeza que antes mesmo dele existir Luan já o amava muito. Então sempre falava pra ele do pai, com amor e carinho e quando me sentia triste, Breno era meu alicerce. Meus pais passaram á me visitar com mais frequência e tomaram amor pelo neto. Os pais e Luan e Bruna não o largavam mais. Camila veio do Rio pra vê-lo e Léo e Carla seriam os padrinhos de batismo. Mimado pelos fãs do Luan, sempre chegavam em casas presentes e sempre que sai com ele, algumas fãs me paravam pela cidade. Assim Breno cresceu, cheio de carinho e amor. Breno já estava grande, adolescente. Tinha um carinho grande pro tudo que era relacionado á música e ao pai. meu esforço pra manter vivo a sua lembrança tinha dado resultado. Tocava violão e era um bom filho. Notas boas e quando começava a dar uma escapadas eu já punha ele na linha. Aprontava, claro, como todo menino, mas se arrependia no final. Tinha algumas namoradinhas por ai com seus 14 anos, havia puxado o pai. Além de nessa idade já ter boa relação com as eternas fãs do seu pai.
- Filho, vamos logo!
- To descendo mãe.
Estávamos indo para sua formatura do 9 ano e seus avos nos encontrariam lá. As coisas eram um pouco mais complicadas naquela idade. As pessoas perguntavam pra ele de Luan, sobre a inseminação, era bem difícil pra ele. A cerimonia foi linda e chorei ao imaginar Luan ali sentado ao meu lado. Estava casada já, com Léo. Ele cuidava bem de Breno, e ele tinha Léo como um grande amigo, desde conselhos até broncas em que Breno não me escutava. Mas sempre separamos bem as coisas e sempre reforçamos ao Breno que seu pai era Luan e só Luan. Não amava e nem nunca amaria Léo. Dizem que quando amamos uma vez de verdade, nunca mais nada chega perto daquele sentimento. Mas ele era um grande companheiro, uma pessoa incrível e eu precisa de alguém ao meu lado. Porem ninguém nunca seria pra mim o que Luan foi. Quando encontrei Breno o abracei forte, dizendo o que não podia nunca deixar de dizer.
- Seu pai ficaria muito orgulhoso de você hoje meu filho, assim como eu estou.

Amooores, postando o ultimo capitulo. Esse conto foi muito triste. Ideias pro próximo? Please. Beijoooos e posto a sinopsia amanha!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 3

Depois da inseminação, em 1 mês veio a confirmação. Eu estava gravida, de Luan. Ao conversar com a medica ela me disse que era raro a inseminação funcionar na primeira vez, disse que eu tive sorte. Voltei radiante pra casa com o exame que confirmava em mãos. Me sentia mais vida, mais mulher. Acariciava a barriga com as mãos pelo caminho, dentro do táxi. Não estava mais andando de moto, sabia que se Luan estivesse aqui, ele não iria gostar de me ver gravida dirigindo uma moto por ai. Passei na casa dos pais dele antes e quando Bruna abriu a porta com sua filhinha pequena no colo, peguei ela e sorrindo dei o exame em sua mão. Ela já sabia do que se tratava e sorriu abrindo, enquanto conversava com Beatriz em meu colinho, não que ela fosse responder, só tinha alguns meses. Bruna me abraçou e deu um abraço, se emocionou um pouco, afinal, era um sobrinho, filho do irmão que não estava mais ali. Gritou a mãe e eu entrei fechando a porta. Foi uma felicidade só. Eles me abraçavam e se emocionaram junto comigo. Sai dali feliz e fui pra casa. Eles eram os únicos que sabiam, meus pais também, mas não haviam me apoiado, como previa. Eles não moravam ali, então era mais fácil pra mim não ter que vê-los me criticar todos os dias.  A noite fui á um salão, mudei meu corte de cabelo, sem mexer muito no comprimento e mudei um pouco a cor, fiquei mais loira. Aquela semana cheguei no meu estúdio cantando e rindo. Feliz.
- Nossa, o que faz minha amiga tão feliz? - Carla veio em minha direção. - Nossa, esta bonita... Mudou  o cabelo, sorriso no rosto... É bom tem ver feliz.
Carla era uma grande amiga, me conhecia fazia tempo. Trabalhava comigo no estúdio. 
- Amiga, senta aqui, quero te falar uma coisa... - Puxei ela pra cadeira e contei tudo. Ainda não havia contado pra ninguém. 
Ela ficou feliz e disse que seria madrinha. Perguntou por que não havia lhe contado antes, disse que queria que desse certo antes. E assim a vida continuou. Um mês depois descobri que minha gravides era de risco. Decidi parar de trabalhar. Passava os dias em casa e Dona Marizete ou Bruna iam me ver todos os dias, seu Amarildo aparecia direto e Carla também. Meus pais falavam comigo pelo telefone, me perguntavam como eu estava, se preocupavam, mas ainda não tinham aceitado. Talvez fosse questão de tempo, talvez não... Mas não importava! Estava me cuidando direitinho e queria muito nosso filho, e assim seria. 

- Amooooooor! - Ouvi Luan gritar da sala.
- No quarto Lu!
Escutei seus passo apressados na escada e depois ele entrou no quarto correndo e colocou sua mochila de forma apresada na mesa, jogou o boné que estava em sua cabeça em qualquer lugar e correu pra cama e tirando os chinelinhos ao subir. Me deu um beijo e um abraço, deitando em seguida em meu colo enquanto eu fazia cafuné em seu cabelo. 
- Que saudade. - Comentou. 
- Muita meu amor, como foi de viagem? Shows muito lotados?
- Foi incrível. Umas meninas do nordeste te mandaram um presente! Depois eu te mostro, mas e como está nosso bebe? - Perguntou levantando o rosto e beijando minha barriga, que já estava grande. 
- Chuta bastante amor, as vezes não consigo dormir... Vai ser um espoleta, como você.
- E lindo como você. - Ele se levanta e me abraça de lado. - E você? Como está? Muito enjôo, desejo?
- Nenhum desejo amor. Não tive mais enjôos também.
- Esses dias ai estava conversando com uma amiga sabe? Ela estava no hotel comigo e... - Olhei feio pra ele, que parou de falar e riu. - Mentira ciumentinha, era só pra você ficar com essa cara de bravinha... Linda! 
- Eu te amo.
- Eu também te amo princesa.
Abri os olhos rápido e levantei da cama, esfreguei os olhos, meu bebe chutou.
- Calma amor, foi só um sonho, mas papai está aqui com a gente. - Disse acariciando meu ventre. 

Sem Luan comigo minha gravidez passava devagar, mas aproveitei muito. Quando já era bem visível a barriga, o pai de Luan decidiu que era a hora de comunicar á todos. A equipe de imprensa do escritório foi reunida e ficaram de resolver tudo, sem me expor muito. Eles mesmo contariam e depois só teria que dar uma entrevista explicando tudo. E assim ocorreu, causando choque no pais. Era algo meio novo o que tinha feito, virou assuntos em debates no pais todo e criticas, mas também teve quem apoiasse. Como as fãs, agora pra elas era como se Luan revivesse numa criança, tinham um outro motivo pra não deixar de ama-lo. E era a minha criança, pra mim o filho do homem da minha vida, do fruto de uma grande amor. Pra elas, um parte da razão de seus sorrisos em boa parte da vida, a criança que sempre sonharam ver um dia e foi assim que ele foi recebido. 
- Bem vindo á vida meu filho. Cabelos escuros e meu olho cor de mel... Como se pai previu. Ele te ama meu Breno, e vai estar sempre com nós. - Lhe disse entre lagrimas enquanto o peguei pela primeira vez em meus braços na mesa de parto ainda.

Amoooores, desculpa a demora viu? Desculpa mesmo, fiquei bem cansada essa semana. Amanhã posto o próximo capitulo e domingo venho com o próximo conto. Beijoooos e dicas de nomes pro próximo ok? Depois de 6 comentários...

sábado, 8 de setembro de 2012

Mil vidas de amor - Parte 2

Ao terminar de ler já não tinha mais lagrimas. Eram lagrimas de saudade. Queria ele comigo. E eu queria essa criança, mas não sabia se era o certo da fazer. Coloquei a carta de volta ao envelope ainda chorando e peguei em minha mão a caixa menor. Abri ela e me surpreendi. Nela havia dois pares de sapatinhos de bebes, uma rosa bebe e outro azul bebe. Peguei na mão primeiro o azul e sorri. Era lindo. Me imaginei cuidando de uma criança. Apertei ele e dentro vi que havia um saquinho, daqueles de jóias. Tirei de dentro e abri, havia um colar com uma medalhinha da santa de quem Luan era devoto, Nossa Senhora de Aparecida. Era tão linda. Depois de observar, guardei da mesma forma. Peguei o rosa, era tão delicado... E dentro havia um outro colar com um pingente de um anjo. Guardei novamente e fechei as coisas, deixando da mesma forma que antes. Coloquei ela em cima da mesa de centro e encostei a cabeça no sofá. Deixei toda a dor sair de meu coraçõa, até adormecer, ali mesmo no sofá. 

Abri os olhos e a dor de cabeça era evidente. Levantei devagar. Estava com dor nas costas também. Sentei no sofá e respirei fundo. Olhei a caixa na minha frente e passei a mão pelos cabelos. Tinha uma decisão á tomar, e não faria isso sozinha. Levantei, tomei remédio pra dor, e entrei no chuveiro. Tomei um banho gostoso, e chorei durante ele. Levei meus cabelos e me esfreguei com força. Parecia que estava tirando toda a dor de mim. Sai e me arrumei, secando meus cabelos e me permitindo usar a roupa que Luan havia de dado um dia antes do acidente pela primeira vez. Toda vez que á via, eu chorava. Mas dessa vez foi diferente. Me senti mais forte, e sorri lembrando de como havia ganhado ela. Me sentia bem, cheguei até á estranhar por alguns minutos. Vestida com aquela roupa simples, mas que lembrava meu estilo antes do acidente, sai com minha moto, levando a caixa numa sacola. Pode parecer estanho, mas até meu estilo eu mudei... Virei mais seria, e aquela menina que usava shorts curtos e all star sumiu. Pela primeira vez em um ano me senti feliz. Sentia meus cabelos voando ao vento, pois também havia me permitido deixar meus longos cabelos soltos. Nunca mais tinha saído com eles soltos, não sentia vontade, Luan amava eles, e antes eu os soltava para ele. Era estranha aquela sensação de estar bem comigo mesma. Sim, aquela carta havia me dado forças. Parei a moto em frente á casa dos pais do Luan. Desci e peguei a caixa, batendo na porta em seguida. Fazia aproximadamente 3 semanas que não os via, eles com uma freqüência de mês em mês aparecem em casa, vão ver como estão as coisas lá. Dona Marizete me atendeu. Sorri surpresa ao me ver e me abraçou, forte. Deixou algumas lagrimas caírem e eu á consolei. Entramos e fui caminhando até a sala com ela, conversando. 
- Você está tão linda hoje! E soltou os cabelos... Eles estão tão belos Be! - Ela elogio.
- Obrigado! A Senhora está muito bem também! 
Ao em ver, Seu Amarildo levantou, me abraçando e perguntando como estava. 
- Eu preciso falar serio com vocês. - Sorri. 
- O que houve querida? - Dona Marizete perguntei agradavelmente. 
- Acho que viram que eu estou bem não é? Na verdade, acho que uma certa caixa hoje me deu forças, um motivo á mais pra me sentir mulher... Eu já tomei uma decisão, mas quero á opinião de vocês... 
Passei á caixa pra eles, sorrindo. Dona Marizete á abriu e logo pegou a caixa menor. A carta estava em cima, e ela abriu, mas parou quando viu a caligrafia do filho. Deu pro marido e com um olhar triste pediu pra ele ler. Assim ele fez, lendo em voz alto e parando um pouco quando se sentia emocionado demais. Quando Luan falava do nosso filho, Dona Marizete sorriu, com lagrimas nos olhos e passou a mão pela caixa menor, abrindo á. Abriu delicadamente cada pacotinho de cores diferentes e sorria ao ver o que o filho tinha deixado. Ao terminar de ler, Seu Amarildo dobrou os papeis. 
- E... O que você decidiu? - Seu Amarildo perguntou.
- Eu... Eu quero ter essa criança. Mas não quero que isso seja problema pra vocês... 
- De jeito nenhum Beatrice! - Dona Marizete se manifestou imediatamente. - Se esse era desejo de Luan, e agora é o seu... Não tem por que sermos contra, não é amor? - Sorri e Seu Amarildo concordou. - Muito pelo contrario, eu vou amar ter um neto do Luan, e ainda mais por ser seu... 
Me deixei ficar emocionada e abracei eles. 
- Be, vamos dar o apoio total, acompanhar tudo, tudo bem? 
- Como quiserem! - Sorri.
- É bom te ver sorrir... 
- Agora é vida pra frente, cuidar do meu filho, e com Luan no coração e no pensamento...
Eles deram um sorriso forçado. Sabia que eles estavam felizes por mim, mas eles eram pais, e talvez ainda fosse difícil pra eles.
- Quando vai atrás de Jorge? 
- Amanha mesmo! Eu não vou falar com meus pais... 
- Be, eu acho melhor...
- Eles não vão me apoiar... Vão dizer que é loucura, que eu não posso ter um filho sozinha, ainda mais com o pai morto... E eles são tão conservadores, nunca vão apoiar uma inseminação artificial... 
- Eu entendo. - Seu Amarildo falou. - Mas então, temos que te alertar... Você tem certeza? Não vai ter o pai ao lado, quando começar a entender as coisas... Vai se difícil explicar... 
- Não importa, vou enfrentar tudo nem se for sozinha mesmo, eu quero um filho dele, do amor da minha vida! 
Fiquei mais um tempo ali conversando e acabei voltando pra casa. Liguei pra Jorge e contei tudo sobre a carta. Ele, não demostrou surpresa e ao atender o telefone, disse que sabia que eu ligaria. Novamente perguntou se eu tinha certeza. Todos me perguntavam isso, não tinha por que não querer essa criança. Eu já a amava sem existir e queria muito, seria meu filho com o amor da minha vida e eu tinha boas condições financeiras pra cuidar dela. Além do meu renomado trabalho como uma fotografa famosa, tinha um bom dinheiro que Luan me deixou. Eu teria aquela criança. No dia seguinte, Jorge me acompanhou até a clinica, com um horário marcado. Como Luan disse, eles não me impediram, marcaram tudo necessário pra inseminação, e em seguida, o grande dia. E então, depois de dois meses daquela carta, eu fiz a inseminação.

Oi amores, desculpa estar postando só hoje. Sabe, eu fiquei realmente emocionada com os elogios e comentários sobre esse conto. Fiquei tão feliz pela aceitação que resolvi prolongar esse conto á pedidos. Serão quatro partes. Vocês ainda vão chorar muito kk Bom, é isso. Espero que gostem dá parte 2. Beijoooos ;* Posto depois de 9 comentarios...